Na semana seguinte em que o deputado estadual Dionísio Lins (PP), vice-líder de Governo na Alerj, agradeceu, em plenário, o aumento de policiamento em Brás de Pina e anunciou a expansão para Penha e Vigário Geral, todos na Zona Norte, um segundo parlamentar da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Sérgio Fernandes (PSD), deu entrada em uma indicação legislativa sobre combate ao narcotráfico naqueles bairros no subúrbio da Leopoldina, através do aumento do efetivo da Polícia Militar na região.
O psdista solicitou a atenção de Castro devido ao “aumento de ocorrências relacionadas a furtos, roubos, tráfico de drogas e ações de grupos armados nos bairros de Vila Kosmos, Penha Circular e Brás de Pina”, desta vez, para a implementação da operação Impacto da PM nas três localidades. De acordo com Fernandes, a reclamação sobre o problema partiu das próprias comunidades, que têm manifestado, por meio de lideranças comunitárias e moradores, grande preocupação com a sensação de insegurança, especialmente em horários de deslocamento para o trabalho e escola. O parlamentar ainda elogiou a ação coordenada pela Polícia Militar do Rio.
“A Operação Impacto tem se mostrado uma estratégia eficiente de ação pontual e intensiva, com foco em áreas críticas, buscando reestabelecer a ordem, aumentar a presença policial e restabelecer a confiança da população nas instituições de segurança pública”, declarou Fernandes.
Marcação de território em tempos de ‘chão riscado’
Os pedidos ocorreram em meio à pressão de posicionamento sobre as eleições para o Governo do Estado, que serão disputadas pelo presidente da Casa e apoiado de Castro, Rodrigo Bacellar (União) e o prefeito Eduardo Paes (PSD). Tudo começou quando o presidente estadual do PSD, o deputado federal Pedro Paulo (PSD), subiu o tom ao afirmar que o “chão está riscado no Rio”, irritado após o adiamento da votação do Projeto de Lei Complementar para a criação da Força de Segurança Armada, apelidada de “Guarda Armada de Paes”. O deputado percebeu que vereadores de partidos que integram secretarias municipais estavam entre os signatários da emenda que dava mais tempo para avaliação de comissões e, assim, postergava a data dos vereditos.
Na Alerj, foram aliados de Bacellar que puxaram a cobrança sobre escolha de lado entre os dois, feita no início da semana passada, quando Dionísio usou a tribuna para celebrar o fim da ação de criminosos, que impediam instalação de internet em Brás de Pina. Dionísio é do Partido Progressista, uma agremoação híbrida entre o Palácio Guanabara e Prefeitura carioca, mas alega coincidência nos elogios ao Executivo Estadual, onde teria a pasta do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) e estaria, desde sempre, levantando o nome do governador ao Senado. A área de atuação do 02 da bancada governista são bairros nos entornos da Penha (Brás de Pina e Penha Circular), além de Madureira.
Enquanto isso, Sergio Fernandes é afilhado político, adotado pela líder de PSD na Câmara do Rio, a veterana máxima Rosa Fernandes, que tem como reduto político, bairros como o Irajá, que faz fronteira com Brás de Pina.





