Cavaliere vai à Câmara e celebra medalha ao lado de opositor da Guarda armada

Vice de Paes surge em homenagem ao Samba do Trabalhador e mostra ‘perdoar’ petistas que votaram contra anseio para a Guarda

A semana legislativa do Rio foi curta, porém intensa. Além de mais um episódio de preconceito contra o vereador Rafael Satiê (PL) vindo das galerias, desta vez foi logo Leonel de Esquerda (PT), um opositor da questão de armamento da Guarda Municipal carioca, que conseguiu trazer uma das figuras mais aclamadas do Poder Executivo à Cinelândia: o vice-prefeito e ex-secretário da Casa Civil de Paes, Eduardo Cavaliere (PSD).

Mas, embora a aproximação, Cavaliere apareceu no último dia útil da semana na Câmara para participar da cerimônia de entrega da Medalha Pedro Ernesto aos músicos do Samba do Trabalhador, incluindo o líder Moacyr Luz, pelos 20 anos de existência do projeto, que acontece no Clube Renascença, no Grajaú, às segundas-feiras.

O episódio também põe fim ao mistério de como o segundo mais poderoso da Prefeitura (e eventualmente futuro prefeito caso Paes concorra e ganhe as eleições para Governo do Estado) entendeu o racha na bancada do Partido dos Trabalhadores no que se trata de Guarda armada, já que a homenagem partiu justamente de Leonel, que ao lado de Maíra do MST, não só votou contra, como também criticou.

Embora a divergência na questão, a bancada teria voltado a se alinhar na votação para a autorização para empréstimo, fechando voto favorável até se mantivessem o valor de R$ 6 bilhões. Na Prefeitura, o PT compõe a base e, recentemente, nomeou o ex-vereador Edson Santos como secretário, bem na semana em que ocorreu a votação polêmica.

Cavaliere é apontado por vereadores, em especial, que estiveram na Legislatura anterior, como ‘pai’ dos projetos referentes às mudanças na Guarda Municipal, incluindo a permissão de armamento à corporação por lei. O psdista teria apresentado o material, em um café da manhã com os parlamentares, na época em que era secretário municipal da Casa Civil, pasta que seria responsável por elaborar as propostas, com direito à autoria assumida. Por isso, o 02 foi uma das ausências mais citadas na audiência da Comissão de Segurança Pública da casa sobre o tema, que teve a presença do chefe do gabinete do prefeito, Thiago Dias.

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