A movimentação do vice-presidente nacional do PT e prefeito de Maricá de querer armar a Guarda Municipal, anunciada nesta semana, não surpreendeu o líder do partido na Câmara dos Vereadores do Rio, Felipe Pires.
Apesar do posicionamento do parlamentar também favorável ao uso de arma de fogo na GM-Rio, Pires ainda enfrenta a bancada que lidera dividida, sem contar com o PSOL, que vem se posicionando contra a proposta em discussão no plenário da Cinelândia.
O petista diz que a intenção de Quaquá acompanha a diretriz do PT e que o próprio partido iniciou esse debate na gestão presidente Dilma Rousseff (PT), quando criou o “Estatuto das Guardas”, há 10 anos.
“A diretriz é uma orientação, não é obrigatória. Mas, o próprio Quaquá adotou e a maioria da nossa bancada carioca deve acompanhar, embora haja exceções, tanto no partido quanto na esquerda”, ressalta Pires, que ainda declarou que o projeto do Dr. Gilberto, de alterar a Lei Orgânica do Município está “redondo”.
Pires admitiu que tentará conversar com os petistas opositores à questão, como o vereador Leonel da Esquerda (PT). “Respeito a opinião dos que não querem armar a GM”, completa.
A assessoria de Leonel confirma que posição do vereador segue “contrária a garantir armas mais letais a Guarda na cidade do Rio de Janeiro”.
Já a comunicação da líder da bancada do PSOL, vereadora Thais Ferreira, enviou nota: “Armar a Guarda Municipal não é política de segurança — é populismo punitivista. A segurança que o povo precisa se constrói com presença no território, inteligência, prevenção e vínculo com a comunidade, não com arma na cintura”.





