Castro lembra que 90% dos fuzis apreendidos no Rio vieram dos EUA e cobra maior controle

Em evento de segurança, Governador reforça que monitoramento da indústria é essencial

O Rio de Janeiro registrou, em 2024, a apreensão de 732 fuzis, o maior número desde 2007, segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP). Diante desse cenário, o governador Cláudio Castro (PL) afirmou nesta terça-feira (1º) que 90% dessas armas vieram dos Estados Unidos e defendeu um controle mais rigoroso sobre a comercialização de armamentos.

“O grande benefício pra eles [bandidos], óbvio, a grande forma que eles têm de fazer é, infelizmente, através do tráfico internacional de armas. O Rio de Janeiro, no ano de 2024, apreendeu 732 fuzis. O governo do Ceará, que tem os piores números do Brasil, apreendeu somente 78. As polícias do Rio de Janeiro apreenderam 15 mil armas no ano passado”, disse Castro.

O governador discursou na abertura da 15ª edição da LAAD Defence & Security, principal feira de segurança e defesa da América Latina, realizada no Riocentro, Zona Oeste do Rio. O evento reúne empresas brasileiras e internacionais que fornecem equipamentos e tecnologias para as Forças Armadas, polícias e setor de segurança corporativa.

Desde 2007, mais de seis mil fuzis apreendidos

Os dados do ISP mostram que, em média, dois fuzis foram apreendidos por dia no Rio no último ano, representando um aumento de 20% em relação a 2023, quando o total foi de 610. Desde o início da série histórica, em 2007, já foram retiradas 6.619 dessas armas de circulação.

Castro também cobrou um compromisso da indústria armamentista na rastreabilidade dos produtos vendidos, destacando a necessidade de evitar que os armamentos sejam desviados para o crime organizado.

“É muito fundamental que a indústria entenda o seu papel na sociedade. Papel do controle, do monitoramento, de saber de quem está comprando e se preocupar pra onde esses armamentos estão indo. Esses armamentos nas mãos erradas provocam a insegurança que atinge inclusive as nossas próprias famílias”, afirmou.

A declaração ocorre em meio a um debate crescente sobre o combate ao tráfico internacional de armas, um dos principais desafios enfrentados pelas forças de segurança do estado.

Com informações do g1

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