Castro afirma que números do Rio ainda não registram avanços em Segurança e Infraestrutura

Governador avaliou que melhorias ainda não se refletem totalmente na opinião pública

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O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), afirmou nesta sexta-feira (22) que a percepção da população sobre a situação do estado nem sempre acompanha os avanços registrados em indicadores oficiais. Segundo ele, o Rio enfrenta uma “caixa de ressonância” que amplifica as dificuldades e prejudica a popularidade de sua gestão.

As declarações foram dadas em resposta à pesquisa Quaest divulgada que mostra estabilidade na avaliação do governo: 43% dos fluminenses aprovam sua administração, enquanto 41% desaprovam. Castro disse acreditar que os números ainda não traduzem as melhorias registradas em áreas como segurança pública e infraestrutura.

“O Rio, sem dúvida, é um estado muito difícil, uma caixa de ressonância, sobretudo das nossas mazelas, das nossas dificuldades. Quando a gente vai olhar os dados, eles muitas vezes são muito diferentes das sensações. Saiu o anuário da segurança e o Rio evoluiu. Enquanto, às vezes, tentam vender o Rio que só piora, piora, piora, piora. Acho que realmente, e eu sempre falo isso, existe uma campanha favorável às nossas mazelas e um desincentivo ao que a gente vem realizando”, afirmou.

A pesquisa também avaliou cenários para a eleição de 2026. O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), aparece na liderança com 35% das intenções de voto. O PL, partido de Castro, ainda não definiu quem será o candidato para a sucessão, após divergências internas.

Castro minimizou o impacto dos números e disse que a definição sobre o futuro candidato será feita com calma. “Quando o prefeito Eduardo Paes, no primeiro dia após a eleição dele, já se coloca como candidato, ele acabou antecipando uma discussão. O nosso partido botou a bola no chão um pouco. Eu, o senador Flávio Valdemar, o presidente Bolsonaro, e resolvemos decidir isso. Ano que vem a nossa frente é muito ampla. A gente pode chegar a ter 60, 65, até 70% de tempo de televisão de candidatos”, declarou.

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 1.404 eleitores entre os dias 13 e 17 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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