Castro confirma reunião com Moraes e diz que ‘Estado não escondeu corpo’; vídeo

Governador disse que receberá ministro no CICC, na segunda (03): ‘Não temos medo de órgão de controle algum’

O governador Cláudio Castro (PL) e o secretário de Segurança Pública do Rio, Victor Santos, receberam na manhã desta quinta-feira (30), no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Cidade Nova, um grupo de deputados federais, estaduais e o vereador Carlos Bolsonaro (PL) para tratar da megaoperação das forças de segurança que resultou em 121 mortes, incluindo quatro policiais. Entre os presentes estavam o deputado Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP), presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara.

Durante o encontro, Castro afirmou que receberá na próxima segunda-feira (03) o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, relator da ADPF 635, que trata das operações policiais em comunidades. “Vou recebê-lo aqui, no CICC, porque esta é a casa das polícias. Não temos medo de órgão de controle algum, porque estamos trabalhando com seriedade. O Estado não escondeu corpo algum. Deixamos o local preservado para que a perícia fosse feita com isenção”, declarou o governador aos parlamentares. Assista ao vídeo:

A reunião foi solicitada pelo deputado Sargento Portugal (Podemos-RJ), que pediu autorização para uma visita técnica da Comissão de Segurança ao Rio, com o objetivo de “observar o cenário de guerra civil” enfrentado pela cidade. Também participaram o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), e os deputados Roberto Monteiro Pai (PL-RJ), Cabo Gilberto Silva (PL-PB), Julio Lopes (PP-RJ) e Rosângela Gomes (Republicanos-RJ). Carlos Bolsonaro, embora não estivesse na lista oficial de convidados, compareceu ao encontro.

Na Alerj, parlamentares pedem CPI

Enquanto isso, na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), parlamentares da oposição protocolaram um pedido de abertura de CPI para investigar a chamada Operação Contenção — considerada a mais letal da história do estado.

A megaoperação, que ocorreu em diferentes complexos do Rio, deixou quatro policiais mortos — dois civis e dois militares — e dezenas de feridos. Nesta quinta-feira, 13 agentes seguem internados, dois deles em estado grave.

Autoridades estaduais classificaram a ação como um sucesso, com a apreensão de 118 armas (91 fuzis), 14 explosivos e a prisão de 113 pessoas, entre elas 33 de outros estados. Familiares de alguns dos mortos contestam a versão oficial e alegam que parte das vítimas foi executada após se render.

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