O Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira (8) que subiu para cinco o número de casos suspeitos de intoxicação por metanol no estado do Rio de Janeiro. As ocorrências foram registradas em Cabo Frio, com dois pacientes, além de São Pedro da Aldeia, Cantagalo e Volta Redonda, com um caso cada. Todos estão sendo acompanhados pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS/SES-RJ). A suspeita inicial em Niterói foi descartada após exames laboratoriais.
Risco grave e sintomas de alerta
O metanol é um álcool de uso industrial presente em solventes e produtos químicos, altamente tóxico quando ingerido. No organismo, ele se transforma em substâncias que podem causar lesões no fígado, na medula, no cérebro e no nervo óptico — podendo resultar em cegueira, coma e até morte. A intoxicação também pode levar à insuficiência pulmonar e renal. O Ministério da Saúde orienta que pessoas com sintomas como visão turva, desconforto gástrico ou sinais de gastrite após consumir bebidas alcoólicas procurem atendimento médico imediatamente.
Ações emergenciais e fornecimento de antídoto
Diante do avanço das suspeitas, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-RJ) iniciou na segunda-feira (6) a compra de kits específicos para o tratamento de intoxicação por metanol. O estado também recebeu a primeira remessa de etanol farmacêutico, enviada pelo Ministério da Saúde, que será usada como antídoto para acelerar o tratamento dos pacientes.
Situação nacional preocupa autoridades
O aumento dos casos no Rio de Janeiro ocorre em meio a um alerta nacional. Segundo boletim do Ministério da Saúde, o Brasil já contabiliza 259 notificações de intoxicação por metanol associadas à ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas. Destas, 24 foram confirmadas, 235 estão em investigação e 145 foram descartadas. Até o momento, São Paulo registrou cinco mortes confirmadas. As bebidas destiladas são as mais frequentemente contaminadas, segundo as autoridades sanitárias.
Recomendações à população
A Secretaria Estadual de Saúde reforçou que todas as medidas de vigilância estão em andamento e recomenda que os consumidores evitem bebidas de procedência desconhecida. O órgão alerta que apenas produtos fabricados e comercializados por estabelecimentos regularizados oferecem segurança ao consumidor.






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