Caso Edson Davi: PF pede inclusão do menino em alerta internacional da Interpol

A Polícia Federal pediu à Interpol a inclusão do menino Edson Davi Silva Almeida, desaparecido há mais de dois anos na Praia da Barra da Tijuca, na lista de Difusão Amarela, alerta internacional usado para auxiliar na localização de pessoas desaparecidas. O menino tinha 6 anos quando foi visto pela última vez, em 4 de…

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A Polícia Federal pediu à Interpol a inclusão do menino Edson Davi Silva Almeida, desaparecido há mais de dois anos na Praia da Barra da Tijuca, na lista de Difusão Amarela, alerta internacional usado para auxiliar na localização de pessoas desaparecidas.

O menino tinha 6 anos quando foi visto pela última vez, em 4 de janeiro de 2024, nas proximidades do Posto 4 da Barra, na Zona Sudoeste do Rio. Desde então, a família mantém as buscas pela criança e cobra respostas sobre o desaparecimento.

A mãe de Edson Davi, Marize Araújo, usou as redes sociais para dizer que esteve nesta quarta-feira (9) na sede da Superintendência da PF para compartilhar dados sobre filho com a Interpol, incluindo material genético para exame de DNA.

“São 2 anos e 8 meses buscando por respostas. 2 anos e 8 meses de luta, de portas fechadas, de perguntas sem respostas e de uma mãe que nunca aceitou que o sequestro do seu filho fosse tratado como apenas mais um caso”, escreveu Marize em uma das publicações. Em um vídeo, ela chegou a afirmar que tinha esperança que o filho estivesse entre as 163 crianças resgatadas em uma operação contra o tráfico de pessoas na Flórida, no final de agosto.

A Polícia Federal disse, no entanto, que segundo informações de autoridades estadunidenses, nenhuma criança brasileira estaria entre as encontradas nos EUA.

Segundo a PF, as providências para formalizar a solicitação de inclusão de Edson Davi na lista da Interpol foram adotadas pelo Núcleo de Cooperação Policial Internacional após ser procurada pela mãe do menino. Com encaminhamento, cabe à organização analisar as informações e decidir sobre a publicação e o compartilhamento do alerta com as forças policiais dos países integrantes.

Relembre o caso

Edson Davi desapareceu enquanto acompanhava o pai, que trabalhava em uma barraca na Praia da Barra da Tijuca. A criança brincava nas proximidades do estabelecimento antes de não ser mais encontrada.

A principal linha considerada pela Delegacia de Descoberta de Paradeiros é a de que Edson Davi tenha se afogado. Na época, a Polícia Civil informou ter analisado imagens de câmeras de segurança em um raio de cerca de dois quilômetros, além de realizar sobrevoos e usar câmera termográfica, sem encontrar registros que mostrassem o menino deixando a praia. Outras linhas de investigação também foram consideradas, mas, segundo a corporação, não surgiram indícios que sustentassem essas hipóteses.

A família contesta a hipótese do afogamento — chegando a contratar um investigador para verificar a tese, que não foi confirmada, segundo eles — e sustenta desde o início a possibilidade de sequestro. Em janeiro deste ano, quando o desaparecimento completou dois anos, os pais fizeram uma manifestação em frente ao Ministério Público do Rio e voltaram a cobrar avanços nas investigações.

Agora, com o pedido feito pela Polícia Federal, as buscas podem ganhar alcance internacional caso a Interpol aprove a inclusão de Edson Davi na Difusão Amarela.

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