Caso Bruno Krupp: TJ determina nova prisão de modelo por confusão na Lagoa

Krupp já estava preso por conta do crime desde maio; ele é réu por atropelar e matar um adolescente em 2022

A Justiça do Rio de Janeiro expediu um novo mandado de prisão contra o modelo Bruno Krupp, réu pelo atropelamento e morte do adolescente João Gabriel Cardim Guimarães, de 16 anos, em 2022, na Barra da Tijuca. O modelo já estava preso preventivamente após se envolver em um episódio de agressão, ocorrido em maio deste ano, na Lagoa, Zona Sul da capital.

A decisão foi proferida pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, que restabeleceu a prisão por determinação da desembargadora Rosa Helena Penna Macedo Guita. Segundo a magistrada, Krupp violou medidas cautelares impostas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que havia concedido habeas corpus ao réu em março de 2025, com a condição de prisão domiciliar.

Episódio de agressão na saída de boate

Imagens de segurança registraram a participação de Bruno Krupp em uma briga na saída de uma boate, na Lagoa. Durante o episódio, um homem foi brutalmente agredido e chegou a ficar inconsciente após ser alvo de socos e chutes na cabeça. De acordo com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), o modelo teria incentivado os amigos a continuarem com as agressões mesmo após a vítima desmaiar.

A desembargadora destacou que o comportamento configura “reiteração delitiva” e mencionou que Krupp é apontado como partícipe em mais um crime contra a vida. “Não bastasse, Bruno Krupp é apontado como partícipe de outro delito contra a vida, supostamente praticado durante tal descumprimento, o que evidencia a reiteração delitiva”, escreveu.

Relembre o crime

Bruno Krupp foi preso inicialmente em 2022, após atropelar e matar João Gabriel na Avenida Lúcio Costa, na Barra da Tijuca. Na ocasião, o modelo pilotava uma moto em alta velocidade — mais de 100 km/h — em um trecho onde o limite permitido é de 60 km/h.

Acusado de homicídio com dolo eventual, Krupp teve a prisão preventiva decretada, e acabou solto em março por decisão do STJ, sob medidas cautelares. Ele deve ser submetido a júri popular, mas a data do julgamento ainda aguarda definição, pois o caso segue em fase de recursos.

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