Familiares de rapaz atropelado por Bruno Krupp protestam após modelo ser solto

Parentes e amigos do adolescente João Gabriel Cardim Guimarães, de 16 anos, morto no ano passado após ser atropelado por Bruno Krupp fizeram uma manifestação na manhã desta quinta-feira em Realengo, Zona Oeste do Rio. Eles contestam a decisão do modelo deixar a prisão, após oito meses. Krupp saiu da Cadeia Pública Pedrolino Werling de…

Parentes e amigos do adolescente João Gabriel Cardim Guimarães, de 16 anos, morto no ano passado após ser atropelado por Bruno Krupp fizeram uma manifestação na manhã desta quinta-feira em Realengo, Zona Oeste do Rio. Eles contestam a decisão do modelo deixar a prisão, após oito meses. Krupp saiu da Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, conhecida como Bangu 8, no Complexo Penitenciário de Gericinó, na tarde de ontem. A mãe de João Gabriel, Mariana Cardim de Lima, protestou na Praça dos Cadetes acompanhada por amigos e parentes. Com cartazes, eles pediram que o modelo volte a ser preso.

— Que não seja mais um nas estatísticas — pediu a mãe durante a manifestação.

No dia do acidente, o adolescente foi atropelado pelo modelo, que estava em alta velocidade numa motocicleta. Com o impacto, o jovem perdeu uma das pernas ainda no local e morreu horas depois.

— É aqui, com o meu coração de mãe, que nunca mais vou ter meu filho para abraçar, é com esse sentimento que venho aqui pedir para a gente não se calar. Venho pedir ao Ministério Público para recorrer dessa decisão. Não é possível, aos olhos de todas as pessoas isso não cabe. Como pode ter acontecido? Não é justo. Ele [Bruno Krupp] voltou para a casa dele. Tem oito meses que eu não consigo voltar para a minha.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) aceitou o pedido da defesa de Bruno Krupp e concedeu habeas corpus ao modelo, que estava preso preventivamente por atropelar e matar o adolescente na Avenida Lúcio Costa, Barra da Tijuca, no ano passado. Krupp foi acusado de homicídio com dolo eventual. A Justiça do Rio determinou a soltura do modelo na terça-feira.

A decisão é do ministro Rogerio Schietti Cruz, que entende que Krupp é réu primário e portador de bons antecedentes. No documento, ainda aponta não haver “indicação da periculosidade” a justificar medida cautelar “mais gravosa”.

Krupp, no entanto, terá que cumprir medidas cautelares, tais quais: entregar o passaporte, comparecer mensalmente em juízo, ter seu direito de dirigir suspenso, além de estar proibido de tentar obter permissão ou habilitação para dirigir e fazer uso de tornozeleira eletrônica.

Para Mariana Cardim, no entanto, é necessário que o modelo pague por seu erro e volte a ser preso:

— O que a gente está pedindo é só justiça. Não é vingança. O meu coração não é campo que permeia nenhum sentimento ruim. Eu só estou pedindo justiça, porque acho que todas as pessoas no mundo precisam reparar os seus erros e eu acho que com ele não pode ser diferente.

Ary Bergher, advogado que representa o modelo, comemorou a decisão:

— A brutalidade que fizeram com esse jovem, jamais será reparada! Parabéns ao STJ, por corrigir essa tamanha injustiça! — disse.

Com informações do Globo.

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