Foi um choque indizível para Mariana, mãe do jovem Bruno, de 16 anos. Os dois estava atravessando a rua quando ele foi atingido por uma moto, perdeu a perna na hora e morreu em seguida no hospital.
A notícia é do Extra.
Mãe do estudante João Gabriel Cardim Guimarães, de 16 anos — atropeldo e morto pelo modelo Bruno Fernandes Moreira Krupp, de 25, a assessora jurídica Mariana Cardim de Lima acompanhava o filho único no momento do acidente, na noite do último sábado, dia 30.
A família havia participado da comemoração de um aniversário em um salão de festas próximo e resolveu atravessar para ir até a Praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.
O caso é investigado como lesão corporal culposa provocada por atropelamento e falta de habilitação e proibição de dirigir veículo automotor, mas o registro da 16ª DP (Barra da Tijuca) deverá ser aditado para homicídio, uma vez que a vítima morreu após dar entrada no Hospital Municipal Lourenço Jorge.
— Minha irmã está completamente devastada, ainda em estado de choque, não consegue parar de chorar. Eles quiseram colocar o pé na areia antes de chamar o carro de aplicativo para voltar para casa. Quando estavam a um passo do paralelepípedo da calçada, a moto pegou ele. A pancada foi tão forte que arrancou a perna do meu sobrinho. Ao ser levado para o hospital, ele estava consciente, mas acabou não resistindo aos ferimentos. A família do modelo esteve com a gente e prestou solidariedade. Queremos justiça, mas precisamos de paz nesse momento — contou, em entrevista ao Extra, a gestora comercial Débora Cardim, tia de João Gabriel.
Câmeras de segurança de um quiosque na altura do Posto 3 registraram o momento em que o modelo, que não era habilitado, passa em alta velocidade em uma moto sem placas. As imagens mostram frequentadores do estabelecimento se assustando com a batida. De acordo com o Corpo de Bombeiros, profissionais do quartel da Barra foram acionados às 22h55, assim como policiais militares do 31o BPM (Recreio dos Bandeirantes). Ao chegarem no local, em frente ao número 2.016 da Avenida Lúcio Costa, constataram que João Gabriel teve a perna esquerda amputada em consequência do acidente. Já Bruno Krupp sofreu escoriações e ambos foram encaminhados, em ambulâncias, para o Lourenço Jorge.
Segundo o depoimento prestado na 16ª DP por um dos PMs, o modelo não possui Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o local do acidente não foi preservado. A moto que ele dirigia foi apreendida e levada a delegacia. A mãe da vítima, que prestou assistência do filho na unidade de saúde, foi arrolada como testemunha do caso.
Horas após o acidente, o delegado Paulo Roberto Mendes Junior, de plantão na 16ª DP, determinou, com a morte de João Gabriel, a remoção do seu cadáver do hospital para o Instituto Médico-Legal (IML), para a realização do exame da necropsia. O corpo do estudante foi sepultado nesta segunda-feira, no Cemitério de Irajá, na Zona Norte da cidade, em uma cerimônia que reuniu mais de 100 pessoas, entre as quais colegas de escola e professores.






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