Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá estão preparando uma ação para anular a sentença que os condenou pelo assassinato da filha de Nardoni, Isabella, em 2008. A menina, de apenas 5 anos, foi agredida e jogada do sexto andar de um prédio na zona norte de São Paulo. Atualmente, ambos cumprem pena em regime aberto.
Condenados em 2010, o casal sempre negou o crime. Agora, a defesa planeja um pedido de revisão criminal, recurso que contesta decisões definitivas. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) concluiu o julgamento em outubro de 2018, mas a defesa reativou o processo no final de 2022.
Os advogados questionam o destino dos materiais usados nas perícias, como amostras sanguíneas e objetos guardados no Instituto de Criminalística (IC), e pedem para reexaminar as provas. Na última terça-feira (14), a juíza Andrea Coppola Brião, da 2ª Vara do Júri do TJSP, rejeitou a solicitação, afirmando que parte do material já foi destruída com o conhecimento das partes.
“O direito da defesa em examinar os autos e acessar o material probatório não justifica a expedição de ofício e a liberação de acesso a todo material resguardado”, escreveu a juíza. Ela também observou que os advogados não possuem a habilitação técnica para analisar diretamente as evidências, sugerindo a nomeação de um perito particular.
Roberto Podval, advogado do casal, confirmou que as recentes movimentações visam coletar informações para contestar a sentença. “Estamos preparando uma revisão criminal e precisamos de alguns documentos”, afirmou.
O Código de Processo Penal (CPP) permite a revisão criminal em três circunstâncias: descoberta de novas provas de inocência, sentença contrária à lei ou evidência dos autos, ou basear-se em depoimentos ou documentos falsos.
Em 2013, a defesa apresentou um laudo de peritos dos Estados Unidos, indicando que Isabella não teria sido esganada por Nardoni ou Jatobá, contrariando a acusação do Ministério Público de São Paulo (MPSP).
Neste ano, durante um novo exame criminológico, Nardoni reafirmou sua inocência e expressou seu desejo de esclarecer os fatos. “
Nardoni foi condenado a 30 anos de prisão e Jatobá a 26 anos. Ambos cumprem pena em regime aberto.
Com informações do Metrópoles





