A morte da estudante brasileira Julia Vitoria Sobierai Cardoso, de 23 anos, encontrada morta a facadas na tarde desta sexta-feira, em Ciudad del Este, no Paraguai, ganhou novos contornos após a divulgação de detalhes da cena do crime pelas autoridades locais. O caso é investigado como feminicídio e tem como principal suspeito o ex-namorado da vítima, Vitor Rangel Aguiar, de 27 anos, que está foragido.
O promotor paraguaio Osvaldo Zaracho esteve no apartamento onde a jovem foi encontrada e descreveu o cenário encontrado. “Há pegadas de calçados e de pés descalços, rastros em vidros e móveis, além de manchas de sangue”, afirmou.
Segundo ele, os vestígios indicam que houve movimentação dentro do imóvel antes do crime, que resultou na morte da estudante por golpes de faca.
Localização do corpo
O corpo foi encontrado por volta das 19h de sexta-feira (25), no apartamento onde Julia morava, no edifício El Galo, localizado na avenida Capitán del Puerto, no bairro Obrero.
De acordo com as autoridades, o crime teria ocorrido por volta do meio-dia, cerca de sete horas antes da descoberta. A médica legista Raquel Cáceres acompanhou a perícia no local.
Relação com o suspeito
Informações repassadas à investigação indicam que Julia e o suspeito haviam encerrado o relacionamento meses antes. Ainda assim, ele teria retomado o contato.
“Eles tinham terminado o namoro há aproximadamente cinco meses. Porém, ele voltou a se aproximar como amigo e hoje ocorreu esse fato”, relatou o promotor.
Buscas e investigação
As autoridades paraguaias realizaram diligências em locais ligados ao suspeito. O promotor esteve acompanhado do juiz Amílcar Marecos e de policiais em um imóvel relacionado a Vitor, mas ele não foi encontrado.
Durante a operação, o celular do irmão do suspeito foi apreendido para auxiliar nas investigações.
A polícia segue em busca do brasileiro, enquanto trabalha para esclarecer a dinâmica do crime.
Quem era a vítima
Natural de Chapecó, em Santa Catarina, Julia viveu por anos em Navegantes antes de se mudar para o Paraguai em 2025. Ela cursava medicina na Universidad de la Integración de las Américas (Unida).
A morte da jovem gerou repercussão e mobilização, com autoridades paraguaias empenhadas na captura do suspeito e na conclusão do caso.






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