O estado do Rio de Janeiro está prestes a ganhar sua primeira Casa da Mulher Brasileira, equipamento voltado ao atendimento integrado de mulheres em situação de violência, informa o portal g1. A inauguração está prevista para o dia 7 de agosto, no bairro de São Cristóvão, na Zona Norte da capital fluminense, marcando a chegada ao estado de um modelo de assistência que há anos é reivindicado por movimentos sociais, especialistas e órgãos de proteção às mulheres.
A unidade concentrará em um único endereço diversos serviços essenciais para o acolhimento e a proteção das vítimas, com o objetivo de agilizar o atendimento e reduzir a necessidade de deslocamentos entre diferentes instituições da rede de apoio.
A iniciativa integra o programa federal Mulher Viver Sem Violência, criado para fortalecer o combate à violência de gênero por meio de uma atuação articulada entre os diferentes órgãos públicos envolvidos no atendimento às mulheres.
Atendimento integrado em um só local
A principal proposta da Casa da Mulher Brasileira é oferecer atendimento multidisciplinar e integrado. No local, as mulheres terão acesso a serviços da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), Defensoria Pública, Ministério Público, Juizado Especializado, atendimento psicossocial e programas voltados à promoção da autonomia econômica.
A concentração desses serviços em um único espaço busca tornar mais rápido e eficiente o atendimento às vítimas, evitando que elas precisem percorrer diferentes endereços para registrar ocorrências, buscar orientação jurídica, receber acompanhamento psicológico ou solicitar medidas de proteção.
O modelo já funciona em outros estados brasileiros e é considerado uma das principais estratégias nacionais para o enfrentamento da violência contra a mulher.
Obras ampliaram estrutura do projeto
As intervenções estão sendo executadas pela Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Emop-RJ). Durante a fase de implantação, o projeto passou por adequações para ampliar sua capacidade de atendimento.
Além das adaptações previstas originalmente, uma construção já existente no terreno foi incorporada ao complexo após estudos técnicos realizados pela equipe responsável. A medida permitiu ampliar a área destinada ao funcionamento da unidade e à oferta dos serviços.
Segundo o governo estadual, uma segunda etapa das obras já está em fase final de licitação, o que deverá complementar a estrutura do equipamento nos próximos meses.
Demanda histórica
A secretária estadual da Mulher e de Políticas Inclusivas, Bianca Pacheco, destacou o significado da inauguração para o estado e para a rede de proteção às mulheres.
“Esse equipamento representa uma conquista histórica para as mulheres do RJ, que aguardam há mais de uma década pela implantação da Casa da Mulher Brasileira”, afirmou.
A secretária ressaltou ainda que a proposta da unidade vai além da oferta de serviços públicos.
“Mais do que reunir serviços, esse espaço foi pensado para oferecer acolhimento, proteção e condições para que mulheres em situação de violência possam reconstruir suas vidas com mais autonomia, segurança e dignidade”, disse ela.
Investimento de R$ 28,5 milhões
A implantação da Casa da Mulher Brasileira no Rio de Janeiro conta com recursos dos governos estadual e federal. O investimento total previsto para o empreendimento é de R$ 28,5 milhões.
A expectativa é que a unidade se torne uma referência no atendimento especializado às mulheres vítimas de violência no estado, fortalecendo a rede de proteção e ampliando o acesso a serviços fundamentais para a garantia de direitos.
Com a inauguração prevista para agosto, o Rio de Janeiro passará a integrar o grupo de estados que contam com esse modelo de atendimento integrado, considerado estratégico para o acolhimento, a proteção e a promoção da autonomia das mulheres.






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