Na tentativa de evitar acidentes como ocorrido no Sambódromo, em 2022, quando a menina Raquel Antunes da Silva, de 11 anos, morreu durante uma manobra de um carro alegórico, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) começou a discutir, na quinta-feira (24/08), um projeto de lei que obriga a instalação de sinalizadores sonoros e visuais nos veículos carnavalescos das escolas de samba.
Segundo o texto, o equipamento deverá ser utilizado durante toda a manobra e será instalado para alerta em 360º graus dos veículos carnavalescos, precisando manter a iluminação intermitente ou giratória. O veículo que não possuir a sirene ficará impedido de desfilar. A proposta, caso sancionada, precisará ser regulamentada pelo governo. A obrigatoriedade valerá para carros que tenham mais de 50 m² de área ou motorizados.
O episódio envolvendo Raquel ocorreu em abril de 2022, próximo a saída do Sambódromo. Ele teve as pernas imprensadas entre um poste e uma alegoria no fim do desfile da agremiação Em Cima da Hora, pela Série Ouro do Carnaval. Ela chegou a ser internada no Hospital Municipal Souza Aguiar, mas não resistiu aos ferimentos.
“A ideia é evitar que tragédias como a da Raquel se repitam. No momento da manobra, não havia sinalização de alerta ou segurança adequada para que fosse evitado o acidente”, disse o autor do projeto, deputado Carlos Macedo (Republicanos).





