A força cultural e econômica do Carnaval carioca está mais perto de receber reconhecimento oficial. A Assembleia Legislativa (Alerj) aprovou em segunda discussão, nesta quinta-feira (27), o projeto de lei 5.219/25, do deputado Vinicius Cozzolino (União Brasil), que transforma os desfiles das escolas de samba do Sambódromo em Patrimônio Imaterial Histórico, Cultural, Artístico e Humanístico do Estado do Rio.
Cozzolino defendeu que a festa é uma das manifestações culturais mais expressivas do país e do mundo, reunindo arte, identidade fluminense e criatividade popular. Desde 1984, os desfiles acontecem na Marquês de Sapucaí, projetado por Oscar Niemeyer, e se consolidaram como um dos maiores espetáculos a céu aberto do planeta.
Identidade e resistência
Durante a votação, o deputado ressaltou que o desfile representa muito mais do que entretenimento. Ele afirmou que a celebração expressa resistência, valorização da cultura afro-brasileira e da periferia urbana, além de carregar a ancestralidade de povos que ajudaram a formar o Brasil. Segundo ele, as escolas de samba atuam o ano inteiro como polos de inclusão social e formação cultural nas comunidades.
Cozzolino destacou também que os desfiles podem abrir caminho para um reconhecimento internacional. A Liga Independente das Escolas de Samba, a Liesa, tenta transformar o evento em Patrimônio da Humanidade pela Unesco. O parlamentar lembrou que o debate ganhou força após uma visita ao escritório da instituição em Nova York, em maio, quando participou do ECOSOC Youth Fórum.
Impacto econômico
O deputado ressaltou ainda que o Carnaval é uma engrenagem decisiva para a economia fluminense. O evento movimenta setores como turismo, hotelaria, comércio e serviços, gerando milhares de empregos diretos e indiretos. Estimativas citadas por Cozzolino apontam que o impacto econômico do período carnavalesco ultrapassa R$ 4 bilhões por ano, consolidando o espetáculo como uma das principais fontes de receita da capital.






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