O empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, realizou repasses milionários a empresas envolvidas em esquemas de desvio de recursos, incluindo uma firma citada no caso de patrocínio do Corinthians.
Segundo a CPMI do INSS, os valores foram distribuídos por diferentes CNPJs com o objetivo de dificultar o rastreamento do dinheiro, prática conhecida como pulverização de recursos.
Empresas envolvidas
Uma das destinatárias foi a empresa Wave Intermediação, que recebeu cerca de R$ 1,05 milhão de uma firma ligada ao empresário.
Apesar de registrada em nome de um motoboy e sediada em uma quitinete em São Paulo, a empresa movimentou R$ 4,85 bilhões entre 2023 e 2025, conforme dados obtidos pela CPMI.
A Wave também foi citada pelo Ministério Público de São Paulo em investigação sobre desvio de recursos de patrocínio esportivo, atuando como uma “conta de passagem”.
Empresa em nome de idosa
Outra firma usada no esquema é a Premier Indústria e Comércio LTDA, registrada em nome de uma idosa de 90 anos já falecida.
- Recebeu ao menos R$ 6,9 milhões
- Movimentou R$ 297,1 milhões entre 2023 e 2025
- Continuou operando após a morte da suposta proprietária
Estrutura do esquema
A CPMI aponta que o empresário utilizava empresas de fachada para:
- circular valores entre contas
- ocultar a origem dos recursos
- dificultar investigações
Outra empresa citada é a Spyder Intermediações, registrada em nome de um jovem de 25 anos e que movimentou cerca de R$ 371 milhões.
Volume financeiro
Uma das empresas centrais do esquema, a Arpar Participação e Empreendimentos, movimentou R$ 445,2 milhões entre setembro de 2023 e janeiro de 2025.
As investigações seguem sob análise da CPMI do INSS, que apura um esquema bilionário envolvendo fraudes em benefícios previdenciários.






Deixe um comentário