A Justiça da Paraíba determinou, na tarde deste domingo (25), a prisão preventiva do cantor João Lima, alvo de investigação por violência doméstica. A decisão ocorre um dia após a circulação, nas redes sociais, de vídeos que mostram o artista agredindo a própria mulher.
A ordem de prisão foi expedida durante o plantão judiciário do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) e assinada pelo juiz Bruno César Azevedo Isidro. No despacho, o magistrado destaca que a medida é necessária para preservar a ordem pública e impedir a reiteração das condutas violentas.
De acordo com os autos, os episódios de agressão teriam ocorrido em 18 de janeiro. A vítima relatou ter sido atacada com socos, apertões no rosto e amordaçada para que não gritasse. Ainda segundo o processo, o cantor teria colocado uma faca nas mãos da mulher e ordenado que ela tirasse a própria vida.
Dias depois, João Lima teria voltado a ameaçar a mulher ao ir até a residência da mãe dela. Na ocasião, ele teria afirmado que mataria a vítima caso ela não retomasse o relacionamento e que faria o mesmo se ela se envolvesse com outra pessoa.
Além da prisão, a Justiça concedeu medida protetiva em favor da vítima. João Lima está proibido de se aproximar da esposa, de manter qualquer tipo de contato e de frequentar o imóvel onde o casal residia.
A decisão também impõe o afastamento mínimo de 300 metros e restringe a presença do cantor em locais públicos como academias e shoppings, com o objetivo de garantir a segurança da vítima.
João Lima é neto do forrozeiro paraibano Pinto do Acordeon, que morreu em 2020, aos 72 anos, vítima de câncer.
Agenda do Poder tenta contato com a defesa do artista.






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