O candidato a vereador por São Paulo Adam Maamari, do PL, publicou em seu perfil no Instagram um vídeo em que assopra uma farinha branca no rosto do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL), que busca o cargo à prefeitura da capital. Nas imagens, Maamari se aproxima do psolista, que participava de uma ‘bicicletada’ na Avenida Paulista, pede uma selfie para em seguida atacá-lo.
Apesar de ser do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, o presidente do PL jovem tem publicações de apoio a Pablo Marçal (PRTB) em seu perfil nas redes. Oficialmente, o partido apoia a candidatura do atual prefeito Ricardo Nunes (MDB).
A campanha do candidato do PSOL diz lamentar o episódio, e também cita o emedebista Nunes em nota. “Infelizmente as mentiras que tentam associar Boulos ao uso de drogas difundidas pelos candidatos bolsonaristas Ricardo Nunes e Pablo Marçal estimulam esse clima na campanha. Diferentemente do seu adversário, que age com sensacionalismo e fingimento, Boulos seguiu o trajeto de bicicleta com grande apoio popular.”
O empresário e ex-coach já foi condenado pela Justiça Eleitoral à pagar uma multa de R$ 30 mil por “propaganda eleitoral negativa inverídica”, ao insinuar uso de drogas pelo adversário. Na última semana, Boulos entrou com uma série de ações tentando identificar a autoria e punir 10 perfis anônimos de apoio a Marçal nas redes sociais. A campanha do psolista acusa as contas dos crimes eleitorais de calúnia, difamação e divulgação de fatos inverídicos ao publicarem “cortes” do adversário associando o candidato ao uso de cocaína em entrevistas e debates.
O próprio empresário está sendo investigado pela Polícia Federal, em inquérito aberto a pedido do Ministério Público Eleitoral de São Paulo, por conta das reiteradas declarações sobre o tema. O promotor Nelson dos Santos Pereira Júnior, da 2ª Zona Eleitoral de São Paulo, considerou que existem indícios de que o empresário violou os artigos 323, 324 e 325 do Código Eleitoral e que o comportamento pode influenciar o eleitor paulistano por associar a Boulos “comportamento social incompatível com o exercício do cargo de prefeito”.
“Inegável que a reiterada veiculação de conteúdos inverídicos, caluniosos e difamatórios como esse denota um absoluto desprezo com a lei penal eleitoral, na medida em que o indivíduo, mesmo sabendo do caráter ardiloso e odioso das informações que propaga, escolhe infringir as cláusulas legais e a própria ordem democrática ao seu bel-prazer, visando à satisfação de seus interesses pessoais e políticos, na busca incessante por engajamento, likes virtuais e até mesmo monetizar-se com a prática ilícita”, alegam os advogados de Boulos.
Com informações de O Globo





