Já faz alguns anos que os gaúchos sabem que o ex-prefeito de Pelotas e hoje governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, é gay. Embora só recentemente ele tenha assumido esta condição, isto nunca o impediu de ser votado — e eleito. Mas o candidato de Bolsonaro ao governo do estado resolveu apelar para ataques homofóbicos contra o seu adversário.
A notícia é da Folha.
Após um acordo entre as campanhas que adiou o reinício da propaganda de rádio e TV por uma semana, o bolsonarista Onix Lorenzoni (PL) e o tucano Eduardo Leite (PSDB) retomaram os programas dos candidatos ao Governo do Rio Grande do Sul, em meio a uma subida de tom na disputa gaúcha.
No rádio, houve um ataque de cunho homofóbico a Leite. Em seu programa, Onyx declarou ter certeza de que “os gaúchos e as gaúchas” vão ter “um governador e uma primeira-dama de verdade, que são pessoas comuns e que têm uma missão de servir e transformar a vida dos gaúchos para melhor”.
Horas depois de a fala de Onyx repercutir negativamente em redes sociais, Leite se manifestou em seu perfil no Twiter, dizendo ser “motivador ver a sociedade e a opinião pública majoritariamente unidas para condenar demonstrações de homofobia”.
Na TV, o candidato do PL não repetiu a declaração, disse apenas que, “ao lado de sua esposa, vai governar pelas famílias do Rio Grande”.
Também nesta quinta-feira, em seu perfil no Instagram, Leite postou a foto de um cartaz colado em um poste, sem assinatura, com os dizeres “RS é alérgico a carne de viado (sic) e lactose”. Ao lado do cartaz, a campanha tucana diz: “Eles plantam ódio e preconceito. A gente planta amor e esperança”. Procurada, a campanha de Leite não soube dizer em que local o cartaz foi fotografado.
Leite declarou ser homossexual em julho do ano passado, em entrevista ao programa Conversa com Bial, da TV Globo.





