Empresas e pessoas físicas acumulam mais de R$ 10,5 bilhões esquecidos em instituições financeiras no Brasil. Os dados fazem parte do Sistema de Valores a Receber (SVR), do Banco Central, e mostram um crescimento de R$ 59 milhões em relação ao mês anterior.
Ao todo, cerca de 52 milhões de beneficiários têm direito aos valores. Desse montante, 77,1% pertencem a pessoas físicas, o equivalente a aproximadamente R$ 8,1 bilhões. Já os outros 22,9% (R$ 2,4 bilhões) estão vinculados a empresas.
Apesar do volume expressivo, os valores individuais tendem a ser baixos. A maior parte dos beneficiários, cerca de 38 milhões de pessoas (80,8%), tem até R$ 10 para receber, enquanto apenas 1,2 milhão (2,5%) poderá sacar quantias acima de R$ 1.000.
Saques continuam, mas valores ainda são altos
Somente no mês de fevereiro, foram resgatados R$ 392 milhões por meio do sistema. Desde a criação do SVR, mais de R$ 14 bilhões já foram devolvidos aos beneficiários.
Mesmo com os resgates frequentes, ainda há uma grande quantia parada em contas esquecidas, indicando que milhões de brasileiros não consultaram ou não concluíram o saque.
Grande parte do dinheiro está concentrada nos bancos, que somam cerca de R$ 6,3 bilhões. Outros valores estão distribuídos entre administradoras de consórcio (R$ 2,6 bilhões), cooperativas de crédito (R$ 953 milhões), instituições de pagamento (R$ 361 milhões), financeiras (R$ 218,6 milhões) e corretoras (R$ 106,9 milhões).
Como consultar valores a receber no SVR
A consulta aos valores esquecidos pode ser feita gratuitamente no sistema do Banco Central. Para verificar se há dinheiro disponível, é necessário informar CPF ou CNPJ.
Caso exista saldo, o usuário deve acessar o sistema com uma conta Gov.br de nível prata ou ouro para solicitar o resgate.
O processo é simples e pode ser feito online, sem necessidade de intermediários ou pagamento de taxas.
Resgate automático via Pix facilita devolução
Para pessoas físicas que possuem CPF como chave Pix, é possível ativar a opção de resgate automático. Nesse caso, o valor é transferido diretamente pela instituição financeira.
Já empresas, contas conjuntas ou instituições que ainda não aderiram ao sistema precisam solicitar o resgate manualmente.
A funcionalidade automática agiliza o processo e evita que o dinheiro continue esquecido nas instituições financeiras.
Entenda a origem do dinheiro esquecido
Os valores disponíveis no SVR têm diferentes origens. Entre os principais motivos estão contas encerradas com saldo, tarifas cobradas indevidamente e recursos não resgatados de consórcios.
Também entram na lista cotas de cooperativas de crédito, parcelas de operações financeiras cobradas indevidamente e contas de pagamento com saldo remanescente.
Qualquer pessoa ou empresa que já tenha tido relacionamento com instituições financeiras pode ter direito aos valores.
Consulta de valores de pessoas falecidas
Também é possível verificar valores esquecidos de pessoas falecidas. Nesse caso, a consulta deve ser feita por herdeiros, inventariantes ou representantes legais, mediante preenchimento de termo de responsabilidade.
Após a verificação, é necessário entrar em contato com a instituição financeira responsável para dar continuidade ao processo de resgate.
O procedimento segue etapas semelhantes à consulta comum, mas exige a comprovação de vínculo legal com o titular dos valores.





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