A campanha de Lula (PT) vai concentrar esforços para diminuir a abstenção no dia 2 de outubro, quando os eleitores vão às urnas para o primeiro turno das eleições. Há um temor de que a falta de um número significativo de eleitores possa afetar o resultado final do pleito, fazendo com que o número de votos no petista seja menor do que o esperado nas pesquisas.
A informação é de Mônica Bérgamo, da Folha.
Historicamente, a abstenção é maior entre pessoas de menor renda e escolaridade, pelos custos e pelas dificuldades que elas muitas vezes têm de ir ao local de votação. E é justamente nesses segmentos do eleitorado que Lula tem o seu maior percentual de intentção de votos.
Uma abstenção alta entre eles, portanto, tornaria quimera o sonho de alguns petistas de liquidar a fatura no primeiro turno, ainda que por percentual mínimo de votos.
Entre os eleitores que ganham até dois salários mínimos, e que representam a metade do eleitorado brasileiro, Lula tem 54% da preferência, contra 26% de Jair Bolsonaro (PL), segundo o Datafolha. No caso de abstenção alta nesse segmento, o petista será o candidato mais prejudicado.





