Campanha contra violência à mulher passa a incluir combate ao stalking

Texto aprovado em segunda discussão amplia ações educativas e orienta vítimas sobre formas de denúncia

A campanha estadual de conscientização sobre violência contra a mulher deverá passar a incluir o enfrentamento ao crime de perseguição, conhecido como stalking. A medida foi aprovada na Assembleia Legislativa (Alerj) em segunda discussão, nesta quarta-feira (25), ampliando o alcance das ações educativas voltadas à prevenção da violência de gênero.

A proposta altera a legislação que instituiu a campanha anual de conscientização sobre violência psicológica, incorporando conteúdos informativos sobre o crime de perseguição e incentivando a denúncia por parte das vítimas.

Ampliação do escopo

Com a mudança, a campanha deverá divulgar informações sobre a legislação federal que tipifica o stalking, além de orientar as vítimas sobre os canais de atendimento disponíveis, como o Disque 180. O objetivo é aumentar o conhecimento da população sobre esse tipo de violência, ainda considerado pouco conhecido.

Segundo a norma, a perseguição é caracterizada por atos repetitivos que ameaçam a integridade física ou psicológica da vítima, restringem sua locomoção ou invadem sua privacidade. Essas ações podem ocorrer tanto de forma presencial quanto por meios digitais, incluindo redes sociais e aplicativos de mensagens.

Ações em espaços públicos

O texto também prevê a realização das campanhas em diferentes espaços públicos estaduais, como escolas, hospitais, centros de saúde e no sistema de transporte intermunicipal, incluindo ônibus, trens e metrôs.

Além disso, a proposta autoriza a celebração de parcerias com organizações da sociedade civil para ampliar a divulgação das informações e alcançar um público mais amplo.

Prevenção e estímulo à denúncia

Autora da proposta, a deputada Elika Takimoto (PT) afirmou que o crime de perseguição ainda é pouco conhecido e destacou a importância de ampliar a informação sobre o tema. Segundo ela, a medida pode contribuir para evitar novos casos e estimular a denúncia, possibilitando a responsabilização dos agressores.

A campanha deverá abordar de forma integrada a violência psicológica e o crime de perseguição, reforçando a prevenção e a conscientização sobre diferentes formas de violência contra a mulher. O projeto segue para o governo do estado, que tem 15 dias para sancioná-lo ou vetá-lo.

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