Câmara promove audiência pública sobre violência obstétrica no município do Rio

Mortalidade materna é uma das maiores causas de óbito entre mulheres no Rio de Janeiro, segundo organizadora do evento, vereadora Thais Ferreira

A violência obstétrica e o racismo no parto serão pauta da Audiência Pública ‘Rio, um município seguro para mulheres? – Mortalidade Materna e a Violência Obstétrica Assistida’, que acontece na próxima sexta-feira (23) às 18h, na Câmara do Rio.

Promovido pela vereadora Thais Ferreira (PSOL), a solenidade terá a participação da deputada estadual Renata Souza (PSOL), da médica epidemiologista Daphne Ratter, da ex- presidente do Comitê Municipal de Mortalidade Materna Zilda Santos, de Mariana Costa do ÒRÓ – Observatório Racial Obstétrico, da advogada Pâmela Brito e da diretora jurídica da Rede Rehuna Valéria Mori.

“Será um momento importante de reflexão uma vez que embora maio seja o mês das mães, muitas famílias não puderam celebrar porque mulheres tiveram vidas interrompidas antes mesmo de viverem a maternidade. Por isso, nosso encontro tem por finalidade cobrar por políticas públicas efetivas e afetivas para garantir o básico, que é a dignidade para gestar, parir e nascer com segurança.”, explica a vereadora Thais.

Dados apurados pela Comissão Especial de Combate à Violência e ao Racismo no Ambiente Obstétrico revelam que a mortalidade materna é uma das maiores causas de morte entre mulheres no Rio de Janeiro. Só entre Janeiro e Abril deste ano foram contabilizados 18 óbitos, ou seja, a metade do total do ano passado inteiro.

Thais ainda lembra que vale ressaltar que a mortalidade materna é evitável e por isso o objetivo da Audiência Pública será cobrar do Poder Público a execução integral do Plano Municipal de Redução da Mortalidade Materna. Também será cobrada a implementação da Rede Alyne, iniciativa federal que busca diminuir a mortalidade materna de mulheres negras, que são as maiores vítimas.

A Rede Alyne homenageia a jovem negra Alyne Pimentel, que morreu aos 28 anos, gestante e vítima de negligência médica em uma unidade de saúde em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, em 2022. O caso levou o Brasil a ser o primeiro país condenado por morte materna pelo Sistema Global de Direitos Humanos em todo o mundo.

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