Câmara aprova candidatos ao TCU em comissão e votação final ocorre nesta terça no plenário

Relatório favorável a todos os indicados avança na Câmara; disputa segue aberta com articulações da base e da oposição antes da votação secreta

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou, nesta segunda-feira, os nomes indicados para ocupar a vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), após a realização de sabatina com os candidatos.

O parecer do relator, o deputado Emanuel Pinheiro Neto, recomendou a aprovação de todos os indicados e foi acompanhado de forma unânime pelos integrantes do colegiado.

Apesar da aprovação, o processo na comissão tem caráter consultivo, e os nomes seguem obrigatoriamente para análise do plenário, onde a decisão final será tomada em votação secreta.

Sabatina reforça experiência e defesa do Legislativo

Durante a sabatina, os candidatos tiveram até dez minutos para apresentar suas trajetórias e defender suas indicações. Em comum, destacaram experiência na vida pública e defenderam um TCU com atuação que vá além da fiscalização, incluindo orientação à gestão pública.

Outro ponto recorrente foi a defesa das emendas parlamentares como instrumento de fortalecimento da autonomia do Legislativo em relação ao Executivo.

A sessão contou com a presença da maioria dos candidatos, com exceção de Adriana Ventura, que participou por videoconferência.

Disputa política marca votação em plenário

A eleição no plenário está prevista para esta terça-feira, em turno único e com voto secreto. O candidato apoiado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, é Odair Cunha, resultado de um acordo político firmado ainda em 2024.

Nos bastidores, aliados avaliam que a fragmentação das candidaturas de oposição pode favorecer Odair Cunha, já que não há երկրորդ turno para consolidação de votos.

Mesmo assim, partidos contrários seguem articulando uma candidatura alternativa para tentar reverter o cenário até o momento da votação.

Candidatos apresentam propostas e visões para o TCU

Entre os postulantes, Danilo Forte destacou sua atuação como relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2024 e defendeu as emendas impositivas como mecanismo de independência do Congresso.

Já Hugo Leal enfatizou o papel do TCU como órgão preventivo, voltado à governança e à transparência, ressaltando sua trajetória técnica.

Elmar Nascimento criticou o que chamou de inversão de valores na avaliação de gestores públicos e defendeu a presunção de inocência como princípio fundamental.

Diversidade de propostas marca debate entre candidatos

Gilson Daniel afirmou que pretende atuar sem viés ideológico, com foco técnico na fiscalização e aprimoramento dos sistemas de controle de custos.

Por sua vez, Soraya Santos defendeu um modelo de controle que combine rigor técnico com sensibilidade social, além de reforçar a importância da representatividade feminina nas instituições.

Encerrando as apresentações, Adriana Ventura defendeu maior separação entre critérios técnicos e políticos na atuação do TCU, criticando a politização das decisões e propondo um perfil mais técnico para o órgão.

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