Café Lamas lança vaquinha para reconstrução após incêndio no Flamengo

Restaurante mais antigo em funcionamento contínuo no Brasil busca recursos para reconstruir o espaço e apoiar os funcionários durante o período de obras

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O tradicional Café Lamas, no Flamengo, deu início a uma campanha de arrecadação online para ajudar na reconstrução do restaurante após o incêndio que atingiu o imóvel no último dia 16 de junho. Fechado desde o incidente, o estabelecimento também pretende utilizar parte dos recursos para oferecer suporte financeiro aos funcionários afetados pela paralisação das atividades.

Considerado o restaurante mais antigo em funcionamento contínuo do Brasil, o Café Lamas soma 152 anos de história e é um dos principais símbolos da gastronomia e da memória afetiva do Rio de Janeiro.

Campanha busca reconstruir o restaurante

A vaquinha foi criada para arrecadar recursos destinados às obras de recuperação da estrutura atingida pelo incêndio.

Além da reconstrução do imóvel, a campanha prevê auxílio aos garçons, cozinheiros e demais trabalhadores que ficaram sem a rotina de trabalho durante o período em que o restaurante permanece fechado.

As doações podem ser feitas em qualquer valor por meio da plataforma de arrecadação criada pela direção da casa.

Incêndio interrompeu funcionamento

O incêndio registrado em 16 de junho provocou danos à estrutura do imóvel, mas não deixou feridos.

Desde então, o Café Lamas permanece fechado para obras e ainda não há previsão oficial para a reabertura.

A direção do restaurante aposta na mobilização de clientes e admiradores para acelerar a recuperação do espaço e garantir a preservação de um dos estabelecimentos mais tradicionais do país.

Patrimônio da história carioca

Fundado em 1870, o Café Lamas atravessou gerações mantendo sua tradição gastronômica e se consolidou como ponto de encontro de artistas, escritores, jornalistas, políticos e personalidades da vida pública brasileira.

O restaurante ficou conhecido pelo amplo salão cercado de espelhos e por pratos clássicos que marcaram sua história, como o Filé Oswaldo Aranha, o filé à francesa, o filé à milanesa — popularmente chamado de “orelha de elefante” — e a tradicional canja de galinha.

Além da relevância gastronômica, o estabelecimento é reconhecido como Patrimônio Cultural Carioca e integra a lista de bens e botequins tradicionais protegidos pela Prefeitura do Rio de Janeiro.

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