Caetano Veloso convoca novo ato em Copacabana e chama povo às ruas para defender a democracia

Ato convocado por Caetano Veloso em Copacabana mira projetos do Congresso, critica redução de penas para envolvidos em atos golpistas e reforça defesa da democracia

O cantor e compositor Caetano Veloso voltou a convocar a população para ocupar as ruas em defesa da democracia. Em nova mobilização anunciada nas redes sociais, o artista chama um ato musical e político para este domingo (14), na praia de Copacabana, entre os postos 4 e 5, no Rio de Janeiro.

No convite, Caetano é direto ao afirmar que o objetivo da manifestação é barrar o que considera retrocessos vindos do Congresso Nacional.

“Vamos devolver o Congresso para o povo”, declarou o músico ao reforçar o caráter político do encontro, que deve reunir artistas, ativistas e movimentos sociais.

A convocação ocorre em meio a uma série de propostas em tramitação no Legislativo que têm sido alvo de críticas de setores da sociedade civil. Entre elas está o projeto que prevê a redução de penas para o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros envolvidos nos atos golpistas. Para críticos da proposta, a iniciativa representa uma tentativa de relativizar ataques à ordem democrática e reescrever os acontecimentos recentes da história política do país.

O chamado de Caetano ganha ainda mais peso por conta do histórico recente de mobilizações lideradas por ele e por sua esposa, a produtora cultural Paula Lavigne. O casal esteve à frente da articulação que resultou na derrubada da chamada PEC da Bandidagem, em um movimento que mobilizou artistas, intelectuais e a opinião pública, pressionando o Congresso a recuar.

Agora, a nova convocação aposta novamente na força das ruas como instrumento de pressão política. A mensagem central é a de que a participação popular segue sendo essencial para impedir avanços considerados prejudiciais à democracia e aos direitos civis.

O ato em Copacabana deve reunir apresentações musicais e discursos políticos, reforçando a tradição de manifestações culturais como forma de engajamento cívico. A expectativa dos organizadores é de que o evento amplifique o debate público e pressione parlamentares a rever iniciativas vistas como ameaças ao regime democrático.

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