Caça aos imóveis em risco: após sanção de lei, Câmara prepara lista de prédios para intervenção imediata de Paes

Comissão de Assuntos Urbanos, presidida por Pedro Duarte (Novo), vai mapear estruturas perigosas para aplicar a nova legislação sancionada nesta quarta (3). Medida permite obras e até demolição com custo cobrado do proprietário em imóveis com risco de queda

A tinta da caneta do prefeito Eduardo Paes (PSD) mal secou após a sanção da lei que permite a intervenção em imóveis abandonados nesta quarta-feira (3), e a Câmara do Rio já se movimenta para colocar a regra em prática. A Comissão de Assuntos Urbanos, presidida por Pedro Duarte (Novo), anunciou que fará um levantamento imediato de edificações com risco iminente de desabamento para entregar à prefeitura.

O objetivo é apresentar um dossiê de prioridades ao Executivo, indicando quais casarões e prédios precisam da atuação emergencial permitida pela nova medida.

“É um passo importante para preservar a nossa história, já que muitos desses imóveis trazem consigo um valor histórico cultural importante. Mas também é fundamental para dar segurança às pessoas”, afirmou Duarte, que é coautor da lei ao lado do presidente da Casa, Carlo Caiado (PSD), e outros parlamentares.

Como vai funcionar a intervenção

A nova lei complementar muda o jogo na fiscalização urbanística. Agora, caso a prefeitura identifique imóveis abandonados com risco constatado pela Defesa Civil, o dono será notificado para tomar algum tipo de providência. Caso nenhuma medida seja adotada, o município poderá intervir realizando tanto obras emergenciais quanto demolição da estrutura em casos mais graves. 

Os custos serão repassados para o proprietário, que poderá ser inscrito na Dívida Ativa caso não pague a conta, podendo até perder o imóvel no futuro. A lei também prevê a desapropriação em casos onde a recuperação pelo dono seja inviável.

Histórico de tragédias motivou a lei

A pressa da comissão em listar os imóveis tem motivo. O Centro do Rio vive um cenário crítico de degradação do patrimônio. Segundo estimativa da ONG SOS Patrimônio, a região possui entre 600 e 750 prédios históricos em situação de abandono.

O ano de 2024 foi marcado por sustos. Em março, a fachada de um sobrado desabou na Avenida Mem de Sá. Semanas depois, um casarão veio abaixo na Rua Senador Pompeu, resultando na morte de um homem. A nova legislação visa justamente evitar que a burocracia impeça a prefeitura de agir antes que a estrutura colapse.

Além de Caiado e Duarte, assinam a lei Talita Galhardo (PSDB), Flavio Pato (PSD), Marcio Ribeiro (PSD) e Inaldo Silva (Republicanos).

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