Depois de vender mais de R$ 1 bilhão em apartamentos no bairro planejado Ilha Pura, o BTG Pactual acelera a expansão no mercado imobiliário do Rio de Janeiro. O projeto marcou a estreia do banco no setor na cidade e consolidou a estratégia de atuação em ativos de alto valor.
Agora, a instituição se prepara para lançar dois empreendimentos voltados ao segmento de altíssimo padrão na Zona Sul. A proposta é apostar em residenciais “greenfield”, construídos do zero, com foco no público de luxo e no conceito de residence.
Segundo o sócio do BTG, Ricardo Cardoso, os novos projetos não seguirão o modelo de estúdios compactos. A ideia é desenvolver produtos maiores e, possivelmente, com assinatura de grife, tendência que ganhou força em Miami, se firmou em São Paulo e começa a se estabelecer no Rio.
Novos projetos na Zona Sul
Um dos empreendimentos será erguido no terreno do antigo Colégio Bennett, no Flamengo, em parceria com a incorporadora Newview, de Rogério Chor. A área é considerada estratégica por reunir localização central e potencial de valorização.
Além dos residenciais, o BTG ampliou o portfólio ao comprar os imóveis do hotel Fairmont, em Copacabana, e do antigo Sofitel, em Ipanema. As aquisições reforçam a presença do banco em endereços icônicos do mercado carioca.
No caso do Ilha Pura, o BTG adquiriu todo o bairro planejado da Carvalho Hosken em 2024. A operação foi uma das maiores transações imobiliárias já realizadas no país e mudou o patamar de atuação do banco no setor.
Estratégia de longo prazo no Rio
A leitura do BTG é que o Rio voltou ao radar de investidores de alta renda, especialmente em regiões consolidadas da Zona Sul. A combinação de escassez de terrenos, demanda reprimida e produtos diferenciados sustenta a aposta no segmento premium.
Com os novos lançamentos, a instituição pretende replicar o sucesso comercial obtido no Ilha Pura, ajustando o mix para um público ainda mais exigente. O foco é criar empreendimentos com padrão internacional e forte apelo de marca.
Para o banco, a mensagem é clara: o movimento no mercado imobiliário carioca não é pontual. A estratégia indica uma presença contínua, com projetos relevantes e investimentos em localizações-chave da cidade.






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