Foi aprovada sem restrições pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a compra do Ilha Pura, bairro planejado de 31 torres residenciais na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, pelo BTG Pactual.
Como a coluna Capital, de O Globo, revelou há algumas semanas, a construtora Carvalho Hosken está vendendo o empreendimento — naquela que está entre as maiores transações imobiliárias já feitas no país — para “desalavancar” seu balanço.
“Como justificativa para a realização da operação, as requerentes explicam que, para o BTG Pactual, ela se justifica pela possibilidade de geração de valor por meio da reestruturação financeira e imobiliária do empreendimento e comercialização do portfólio imobiliário que compõe o Empreendimento Ilha Pura.
Já para a Carvalho Hosken, a operação representa uma oportunidade de reduzir seu endividamento consolidado pelos ativos da empresa-alvo até que as alienações sejam concretizadas. Além disso, a Carvalho Hosken tem interesse em acelerar o desenvolvimento do bairro Ilha Pura e em focar em outros empreendimentos, o que será viável com a operação”, resumiu o parecer do Cade.
O superintendente-geral do órgão, Alexandre Barreto, concordou com a argumentação do parecer de que a operação não resultará em concentração de mercado significativa nas mãos do banco de André Esteves. Segundo o documento, “a participação de mercado do Grupo BTG Pactual após a operação seria bastante limitada tanto em termos de unidades de imóveis residenciais quanto em termos do VGV total desses imóveis.”





