Pesquisa AtlasIntel aponta que fim da escala 6×1 tem apoio de 55% dos brasileiros

Levantamento indica expectativa de melhora na qualidade de vida, mas revela preocupações com inflação e informalidade

Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (30) aponta que a proposta de extinguir a escala de trabalho 6×1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias para descansar um — conta com apoio da maioria dos brasileiros, mas ainda gera dúvidas sobre seus efeitos econômicos. O levantamento faz parte do relatório Latam Pulse de abril de 2026, elaborado pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg.

De acordo com os dados, 55,7% dos entrevistados são favoráveis ao fim desse formato de jornada, enquanto 39,5% se posicionam contra a mudança. Outros 4,8% afirmaram não saber ou preferiram não opinar.

Apoio majoritário à mudança na jornada

O resultado indica uma inclinação da população em direção a modelos de trabalho considerados mais equilibrados. A escala 6×1 é amplamente utilizada em setores como comércio e serviços, e o debate sobre sua revisão tem ganhado espaço nas discussões sobre direitos trabalhistas.

Para parte significativa dos entrevistados, a alteração na jornada representa uma oportunidade de melhorar as condições de trabalho e ampliar o tempo de descanso.

Expectativa de melhora na qualidade de vida

Entre os principais benefícios apontados, a qualidade de vida aparece como o mais citado. Segundo a pesquisa, 63% dos participantes acreditam que o fim da escala 6×1 traria impacto positivo nesse aspecto.

Além disso, 55% projetam que a mudança pode aumentar a produtividade dos trabalhadores. A percepção está associada à ideia de que jornadas menos intensas tendem a favorecer o desempenho e o bem-estar no ambiente profissional.

Os dados reforçam a avaliação de que há uma conexão, para parte da população, entre redução da carga de trabalho e ganhos em eficiência.

Preocupações com efeitos econômicos

Apesar do apoio majoritário, a pesquisa também revela receios relevantes em relação às consequências da medida. Quase metade dos entrevistados, 47%, acredita que o fim da escala 6×1 pode contribuir para o aumento da inflação.

Outro ponto de atenção é o mercado de trabalho informal. Para 44% dos participantes, a mudança pode estimular a informalidade, refletindo preocupações sobre a capacidade das empresas de se adaptarem às novas regras.

Com isso, embora haja expectativa de avanços sociais, parte da população teme impactos negativos na economia e na dinâmica do emprego.

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