Brasileira quebra silêncio sobre abusos de Jeffrey Epstein e pede transparência

Marina Lacerda revela detalhes do abuso sofrido aos 14 anos e se une a movimento por divulgação de documentos do caso


A brasileira Marina Lacerda, de 37 anos, falou pela primeira vez em público sobre os abusos cometidos por Jeffrey Epstein. Identificada como “vítima-menor 1” nos processos judiciais, ela participou nesta quarta-feira (3.set.2025) de uma manifestação em frente ao Capitólio, em Washington, ao lado de outras mulheres que também denunciaram o financista. O grupo busca pressionar o Congresso americano a aprovar uma lei que obrigue a divulgação de documentos não confidenciais do caso.

Relato do abuso
Marina revelou que tinha 14 anos quando foi levada a Nova York para prestar serviços de massagem a Epstein. Segundo ela, os encontros logo se transformaram em violência sexual, com exigência recorrente de sua presença. Aos 17 anos, foi afastada sob a justificativa de que estava “velha demais”.

Investigações e retorno aos depoimentos
Em 2008, agentes do FBI procuraram Marina durante uma investigação. Ela afirma que, na época, buscou ajuda de advogados ligados a Epstein e deixou de colaborar. Somente em 2019 retomou os depoimentos, considerados decisivos para a prisão do bilionário, que acabou se suicidando na prisão antes de ser julgado.

Decisão de se identificar
No ato em Washington, Marina contou que decidiu se revelar após conversar com a filha. Em entrevista ao canal ABC, disse ter sentido necessidade de relatar sua experiência e defendeu a transparência como direito das vítimas e da sociedade americana. O movimento exige que o Departamento de Justiça libere integralmente os arquivos do processo.

Resistência política
O governo Donald Trump e parlamentares republicanos resistem à divulgação, alegando que os documentos não trariam novas informações. A posição provocou críticas de vítimas e ativistas, que acusam a Casa Branca de tentar limitar a repercussão das conexões de Epstein com políticos e empresários influentes.

Relação com figuras públicas
Epstein conviveu com Trump por cerca de 15 anos, participando de festas, viagens e encontros sociais. A mobilização em torno da divulgação dos documentos reacendeu questionamentos sobre essas relações e fortaleceu a pressão para que o Congresso aprove a lei de transparência defendida pelas vítimas.

Deixe um comentário

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading