Bill Clinton nega saber de crimes de Jeffrey Epstein e afirma que não fez nada errado

Ex-presidente dos EUA diz ter tido contato breve com o financista e afirma colaborar com investigação

O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton afirmou nesta sexta-feira (27) que não tinha conhecimento das atividades criminosas do financista Jeffrey Epstein e que jamais presenciou qualquer irregularidade durante os contatos que manteve com ele. As declarações foram dadas em depoimento a parlamentares de um comitê da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, segundo agências internacionais.

Segundo Clinton, a relação entre ambos foi limitada e terminou anos antes de as acusações contra Epstein se tornarem públicas. Em comunicado divulgado nas redes sociais, o ex-presidente afirmou que as vítimas do financista merecem justiça e reparação.

“As meninas e mulheres cujas vidas Jeffrey Epstein destruiu merecem não apenas justiça, mas também cura”, declarou.

Ele acrescentou que está disposto a colaborar com o que souber para evitar que crimes semelhantes se repitam.

“Embora meu breve contato com Epstein tenha terminado anos antes de seus crimes virem à tona, e embora eu nunca tenha testemunhado, durante nossas limitadas interações, qualquer indício do que realmente acontecia, estou aqui para oferecer o pouco que sei para que isso possa impedir que algo assim aconteça novamente”, disse.

Defesa e limitações de memória

No depoimento, Clinton reforçou que não presenciou irregularidades e negou qualquer envolvimento em atividades ilegais.

“Eu sei o que vi e, mais importante, o que não vi. Eu sei o que fiz e, mais importante, o que não fiz. Não vi nada e não fiz nada de errado”, afirmou.

O ex-presidente também antecipou que poderia não se recordar de detalhes específicos sobre encontros ou eventos ligados a Epstein, devido ao tempo decorrido, e reconheceu que essa falta de memória poderia frustrar os parlamentares.

Menção a Hillary Clinton

Clinton também comentou o depoimento prestado por sua esposa, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, ouvido pelo comitê no dia anterior. Segundo ele, não seria correto exigir que ela fosse convocada novamente para esclarecimentos.

A investigação parlamentar faz parte de uma série de iniciativas nos Estados Unidos para apurar redes de influência, conexões políticas e possíveis omissões envolvendo Epstein, que foi acusado de explorar sexualmente menores e manter uma rede de tráfico internacional.

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