Bombeiros seguem buscas por jovem desaparecido na Praia do Leme

Adolescente que estava com Paulo Roberto da Silva foi encontrada em Piratininga, Niterói, e será sepultada neste sábado

As buscas por Paulo Roberto da Silva, de 15 anos, desaparecido após se afogar na Praia do Leme, na Zona Sul do Rio, seguem neste sábado (13), de acordo com o Corpo de Bombeiros. O adolescente sumiu no na noite desta quarta-feira (10), junto com Niquelly Pereira da Silva, de 14 anos. O corpo da jovem foi encontrado nesta sexta (11), na Praia de Piratininga, em Niterói, Região Metropolitana.

Segundo os bombeiros, as operações de resgate contam com o apoio de botes, drones e jet skis, e têm se concentrado nas imediações do costão do Leme, onde ocorreu o incidente, e em Piratininga.

O afogamento aconteceu após cinco pessoas entrarem no mar, entre elas o pai de Paulo Roberto. Três delas foram resgatadas com vida logo após o ocorrido. Niquelly e Paulo, no entanto, foram levados pela correnteza e desapareceram.

Jovem identificada no IML

Na quinta-feira (11), familiares identificaram Niquelly e estiveram no Instituto Médico Legal (IML) do Centro, na manhã de sexta (12), para a liberação do corpo.

A adolescente foi sepultada na manhã deste sábado, no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju. As buscas por Paulo Roberto continuam neste fim de semana, sem previsão de encerramento.

Casos de afogamento disparam

Dados do Corpo de Bombeiros apontaram que, apenas entre os dias 1º e 2 de janeiro deste ano, foram realizados 1.285 salvamentos no mar, um aumento de 426% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A Zona Sul concentrou a maior parte desses resgates, com destaque para a Praia de Copacabana, onde quase mil banhistas foram retirados da água nos primeiros cinco dias do ano — número sete vezes maior que o registrado em 2024.

As altas temperaturas atraem mais banhistas para as praias, enquanto as características naturais do litoral carioca — como as correntes de retorno, conhecidas como “valas” — tornam o mar especialmente perigoso. Estima-se que mais de 80% dos casos de afogamento no estado ocorram devido a essas correntes, muitas vezes invisíveis a olho nu.

Outro agravante é o comportamento dos banhistas: muitos ignoram as sinalizações, entram no mar após consumo de álcool ou se arriscam em horários inadequados, como à noite, quando a visibilidade é limitada. Somente nos dois primeiros meses de 2025, 13 mortes foram registradas em decorrência de mergulhos noturnos.

Perfil jovem ‘lidera’ casos de afogamento

O perfil das vítimas também chama atenção: predominam jovens adultos do sexo masculino, embora casos com crianças e idosos também estejam em crescimento. Segundo o Corpo de Bombeiros, mais de 8.800 resgates foram realizados em todo o estado até setembro, representando um aumento de 14% em relação ao mesmo período de 2024.

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