O governo Jair Bolsonaro tentou impedir o julgamento de Lula pelo Comitê de Direitos Humanos da ONU. Em novembro, a representação do Brasil na organização argumentou que os recursos que o ex-presidente poderia apresentar à Justiça brasileira ainda não tinham sido todos esgotados. Além disso, o petista já estava solto e uma parte das sentenças contra ele tinham sido anuladas.
Os argumentos foram ignorados, e o comitê da ONU sentenciou que Lula foi julgado de forma parcial pelo ex-juiz Sérgio Moro, tendo seus direitos políticos também violados ao ser impedido de dispuar as eleições presidenciais de 2018.
A informação é da colunista Mônica Bergamo.
Em sua petição, a representação do governo Bolsonaro argumentou que “uma regra fundamental do direito internacional estipula que a um Estado deve ser concedida a oportunidade de resolver internamente as alegadas violações de direitos humanos ocorridas em seu território antes de qualquer autoridade internacional tenha jurisdição sobre a matéria”.
“Uma vez que a sentença de condenação foi anulada pelo Supremo Tribunal, já não há quaisquer limitações aos direitos políticos do autor”, seguia o texto.
A vitória de Lula na ONU não muda a situação do ex-presidente, mas tem forte simbolismo e reforçará a narrativa de sua campanha de que ele sofreu uma perseguição política.
[Embora a decisão da ONU tenha importância no mínimo simbólica e diga respeito diretamente à reputação de Lula, afetada pelos abusos cometidos pela Lava Jato e por Sérgio Moro, além de demonstrar que ele foi tolhidop em seu dirfeito de concorrer à presidência, a autoproclamada “imprensa profissional” brasileira optou por ignorar a sentença – tanto nos telejornais da noite de ontem, como o Jornal Nacional, quanto nos jornais impressos de hoje.]






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