Bolsonaro tem melhora clínica e é considerado apto para cirurgia no ombro, informa defesa ao STF

Advogados apresentam laudos médicos que apontam evolução do ex-presidente após pneumonia bilateral e recomendam procedimento minimamente invasivo

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (17), que ele apresenta melhora no quadro de saúde e já está apto a se submeter a uma cirurgia no ombro direito.

Segundo os relatórios apresentados, Bolsonaro, de 71 anos, evoluiu positivamente após enfrentar um quadro de pneumonia bilateral. Os médicos destacam uma recuperação considerada satisfatória, com melhora nos sistemas pulmonar e digestivo, informa o g1.

Evolução clínica e redução de sintomas

De acordo com os laudos, houve diminuição significativa de sintomas como falta de ar, cansaço e refluxo gastroesofágico. Em relação às crises de soluço, a equipe médica informou que a medicação foi ajustada, resultando em resposta classificada como “satisfatória”.

Apesar da melhora geral, o ex-presidente ainda enfrenta limitações relacionadas ao ombro direito. O laudo ortopédico aponta dores noturnas persistentes e perda de funcionalidade, indicando a necessidade de intervenção cirúrgica.

Lesão grave e indicação de cirurgia

Exames físicos e de imagem, incluindo ressonância magnética, confirmaram a existência de uma lesão de alto grau no ombro. Segundo o relatório médico, o quadro não respondeu adequadamente ao tratamento conservador com fisioterapia.

“Dentro deste quadro refratário à fisioterapia, e considerando que foi uma lesão traumática, adicionado ao fato que o paciente apresenta melhora do quadro clínico, se encontrando, por conseguinte, apto para a realização da operação”, afirma trecho do laudo ortopédico.

A recomendação é que o procedimento seja feito por artroscopia, técnica minimamente invasiva que tende a reduzir o tempo de recuperação.

Rotina de tratamento e acompanhamento

Atualmente, Bolsonaro segue uma rotina médica rigorosa, que inclui dieta controlada, seis sessões semanais de fisioterapia — voltadas para reabilitação cardiorrespiratória e motora — além de acompanhamento para controle da pressão arterial.

A decisão sobre a realização da cirurgia deve considerar a continuidade da evolução clínica e o acompanhamento da equipe médica responsável pelo ex-presidente.

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