Bolsonaro exalta Ustra e sugere que seu “exército” pode lutar literalmente, não como metáfora

Bolsonaro disse comício no lançamento de sua pré-candidatura em Brasília que tem um exército ao seu lado, composto por seus apoiadores. Durante o discurso, o chefe do Executivo relembrou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e voltou a defender o torturador condenado Carlos Brilhante Ustra. E insinuou que o seu “exército” pode ter de lutar…

Bolsonaro disse comício no lançamento de sua pré-candidatura em Brasília que tem um exército ao seu lado, composto por seus apoiadores. Durante o discurso, o chefe do Executivo relembrou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e voltou a defender o torturador condenado Carlos Brilhante Ustra. E insinuou que o seu “exército” pode ter de lutar literalmente e não como metáfora.

“Quis o destino que viesse o impeachment. O meu voto, como praticamente todos os parlamentares falaram, foi o que mais marcou. Eu não podia deixar que um velho amigo que lutou por democracia e que teve sua reputação quase destruída, sem deixar de ser citado naquele momento. A história não se pode mudar, a história é uma só e ela foi benéfica conosco e aquela pessoa eu tinha, por dever de consciência, representar”, explicou.

Ustra esteve à frente do DOI-Codi no período em que foram registradas ao menos 45 mortes e desaparecimentos forçados no local, de acordo com relatório elaborado pela Comissão Nacional da Verdade (CNV). Ele morreu em 2015, aos 83 anos, sem cumprir pena.

“Se for para defender a nossa liberdade e a nossa democracia, eu tomarei a decisão contra quem quer que seja e a certeza do sucesso é que eu tenho um exército ao meu lado. Ele é composto por cada um de vocês. Poderemos até perdermos algumas batalhas, mas não perderemos a guerra por falta de luta. Vocês sabem do que estou falando”, disse Bolsonaro, insinuando que esta luta pode ser literal e não um eufemismo. 

Ele disse ainda:

“Por vezes, me embrulha o estômago ter que jogar dentro das quatro linhas, mas eu jurei, e não foi da boca para fora, respeitar a Constituição. Aqueles que estão ao meu lado, em especial os 23 ministros, têm obrigação de fazer com que quem esteja fora das quatro linhas volte para dentro das quatro linhas”, declarou o mandatário.

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