Caio de Santis (correspondente do blog em Brasília)
O ex-presidente Jair Bolsonaro fará uma espécie de turnê eleitoral pelo Rio, na segunda quinzena de julho. O mais provável é que o périplo aconteça na semana do dia 18 e que o patriarca do clã Bolsonaro inicie o tour pelas cidades da região metropolitana e do interior do estado.
Nessas localidades – especialmente a Baixada Fluminese – Bolsonaro pedirá votos para seus candidatos e reforçará a importância de manter a direita e os valores conservadores vivos no estado que é o berço do bolsonarismo. No final de semana, espera-se que um grande ato na capital, que deve iniciar o movimento de associação dele a Alexandre Ramagem – o que faz o delegado da Polícia Federal saltar em votos, de acordo com a última pesquisa da Quaest. Quem está à frente da organização é o filho primogênito do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro.
Todos os deputados federais e estaduais de direita do PL são esperados e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, presidente do PL Mulher, puxará o coro junto ao eleitorado feminino. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, que tenta a reeleição, deve servir como “vidraça”. Todos que subirem no palanque o associarão ao presidente Lula, o que acarreta perda de votos para Paes, de acordo com a mesma pesquisa da Quaest. O movimento é tido como imprescindível, na estratégia bolsonarista, para levar a campanha para o segundo turno.
Mas o PL já calcula a possibilidade de o ato no Rio ser realizado em um contexto no qual o ex-presidente esteja indiciado pelo caso das joias sauditas recebidas durante o antigo governo. O discurso de perseguição política deve ecoar nos microfones. Tudo o que o PL deseja é nacionalizar a campanha. A pesquisa da Quaest mostra que Jair Bolsonaro, associado a Ramagem, o faz saltar de 11% para 29% das intenções de voto, Lula sangra a posição de Paes, que cai de 51% para 47%.





