CAIO DE SANTIS (CORRESPONDENTE DO BLOG EM BRASÍLIA)
Escolhido por Jair Bolsonaro para concorrer à prefeitura do Rio, o deputado federal Alexandre Ramagem via no ato deste domingo, na praia de Copacabana, a oportunidade ideal para atrelar de vez sua imagem à do ex-presidente e pretendia discursar no evento. Mas, foi avisado pelo jurídico do PL que este ainda não seria o “momento ideal” para uma manifestação. Para os advogados, uma fala dele no carro de som poderia ser interpretada como “ato de campanha” e significar penalidades ao partido. O veto também veio do presidente nacional do partido, Valdemar da Costa Neto, que acumula problemas recentes com a justiça eleitoral.
Apesar de não poder falar no microfone, o parlamentar recebeu a promessa de que será enaltecido por Bolsonaro diante da sua militância e de que terá um “lugar vip” ao lado do ex-presidente no palanque. Tudo calculado para que Ramagem aumente a sua popularidade no Rio. A partir desta semana, ele também aparecerá ao lado de Bolsonaro no espaço reservado na TV para o PL. Um aperto de mão entre eles deve selar a união dos dois em uma campanha que será veiculada no estado. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também aparecerá nas inserções para atrair o público feminino.
De olho no tempo de TV que terá para a campanha, aliás, Ramagem já acenou ao PL que prefere que a construção da sua chapa conte com outro partido, o que garantiria mais minutos no ar. Caso a coligação conte com uma chapa puro-sangue, o PL teria sua exposição reduzida. O deputado federal, aliás, selará na semana que vem o contrato com o marqueteiro responsável pela empreitada e baterá o martelo quanto aos últimos detalhes para a formação do seu gabinete.
Até o momento, Ramagem conta com o embarque do MDB na sua coligação, com direito à indicação do vice. Dentro do PL há o entendimento de que outras candidaturas independentes, como a de Marcelo Queiroz, do PP, são “necessárias”. Isso porque há um temos de que Eduardo Paes, do PSD, e Tarcísio Motta, do PSOL, se juntem contra “o bolsonarista” nos programas eleitorais. O ex-presidente Jair Bolsonaro ainda prefere uma chapa-puro sangue, com uma mulher referendada por Michelle como vice.





