Ramagem retomará gravações da campanha a partir de segunda e assumirá personagem de “perseguido”

As imagens, feitas com drones, dos dois abraçados enquanto recebem o carinho do povo, já vão constar nas primeiras propagandas, nas quais Ramagem será “apresentado” ao eleitorado.

Caio de Santis (correspondente do blog em Brasília)

Depois de dias de inatividade pela divulgação do áudio de uma reunião em que o ex-presidente Jair Bolsonaro discutiu como blindar o seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), investigado pelo caso das “rachadinhas”, a campanha de Alexandre Ramagem à prefeitura do Rio voltará a gravar programas eleitorais na próxima segunda-feira.

 Até o momento, a equipe de marketing de Ramagem estudava a melhor estratégia para “driblar” o desgaste das investigações da Polícia Federal sobre o escolhido pelo bolsonarismo para duelar, principalmente, com Eduardo Paes e Tarcísio Motta pela administração do Rio.

E a resposta veio durante as atividades na Praça Saens Pena e em Duque de Caxias, realizadas ontem. O número de pessoas surpreendeu até mesmo a equipe do deputado federal, que vai investir no discurso de que ele só está na mira de investigações por honrar os valores da família mais influente da direita brasileira. As imagens, feitas com drones, dos dois abraçados enquanto recebem o carinho do povo, já vão constar nas primeiras propagandas, nas quais Ramagem será “apresentado” ao eleitorado.

É claro que os ataques a Lula e ao petismo serão uma ferramenta cada vez maior de Bolsonaro e Ramagem a partir de agora, como forma de antagonizar com Tarcísio e Paes, que são aliados do atual presidente. O governo Lula foi o principal alvo de Bolsonaro em sua fala em Caxias, no ato de apoio a pré-candidatura de Netinho Reis (MDB) à prefeitura da cidade. Bolsonaro criticou a reforma tributária que está em discussão no Congresso e disse que “o Brasil está no caminho da insolvência”.

Ele manteve a mesma linha dos discursos dos bolsonaristas no ato realizado pela manhã, na Tijuca, de que as eleições de 2026 começam a ser definidas a partir da disputa deste ano.

– Em 2026 os conservadores vão voltar ao poder, a direita vai voltar – afirmou. Ele disse que sempre estimulou a criação de novas lideranças de direita e incluiu Netinho Reis entre elas.

O senador Flávio Bolsonaro, o “filho 01”, também focou nas eleições de 2024 como caminho para 2026. “O resgate do Brasil em 2026 recomeça em 2024”, repetiu Flávio, que também criticou o presidente Lula para atacar o ex-prefeito Zito (PV), principal adversário de Netinho na cidade. Zito é apoiado pelo PT e vem liderando as pesquisas.

– Duque de Caxias não quer um companheiro do Lula, alguém que tem comitê do Lula na cidade, alguém que não deixou saudades nesta cidade – afirmou Flávio. O ato em Duque de Caxias foi rápido. Apenas Flávio, Netinho, o ex-presidente e o secretário estadual de Transportes, Washington Reis, falaram. O governador Cláudio Castro, que esteve no ato pela manhã na Tijuca, não foi.

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