Jair Bolsonaro disse ontem à noite que Paulo Guedes está prestigiado e continua no cargo, apesar da demissão coletiva de sua equipe, que lhe fez perder quatro secretários das áreas mais estratégicas da economia.
Bolsonaro falou à CNN: “O Governo segue com a política de reformas. Defendemos as reformas, que estão andando no Congresso Nacional, esse é o objetivo”.
Depois de manifestação de Guedes, de manhã, admitindo mudanças no teto de gastos, o dólar subiu 1,88% e chegou a R$ 5,66, maior cotação desde 14 de abril. A Bolsa caiu 4,57% e fechou em queda de 2,75% ontem.
Em protesto, quatro secretários do ministro pediram demissão: o secretário de Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal; o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt; a secretária-especial-adjunta de Tesouro e Orçamento, Gildenora Dantas; e o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Rafael Araujo. Mais tarde, demitiu-se o Secretário de Petróleo e Gás do ministério das Minas e Energia, José Mauro Ferreira Coelho.
O presidente garantiu que “ninguém está furando o teto”. Sobre a saída dos técnicos da Economia, o presidente diz que “tem secretário que quer fazer valer sua vontade”. “A inflação é horrível? É péssima, mas pior ainda é o desabastecimento. Como está na iminência de ter um novo reajuste dos combustíveis, o que buscamos fazer? Acertado com a equipe econômica… Alguns não querem na equipe econômica, não queriam, outros acharam que era possível”.
Outra confusão causada ontem pelo presidente foi o anúncio do auxílio de R$ 400 para caminhoneiros. Em sua live semanal, o presidente reclamou que o mercado fica “nervosinho” com a possibilidade de furar o teto. O projeto ocorre às vésperas de ano eleitoral e diante da possibilidade de greve do setor.
“Daí fica o mercado nervosinho. Se vocês explodirem a economia do Brasil, pessoal do mercado, vocês vão ser prejudicados também”, criticou
A ideia do presidente é dar o valor a 750 mil caminhoneiros autônomos. “É muito, é pouco? É o possível no momento”, afirma.






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