Bolsonaro deve passar por nova cirurgia após laudo enviado ao STF

Defesa apresenta relatório médico sobre problema no ombro e pede ampliação de cuidados durante prisão domiciliar

O ex-presidente Jair Bolsonaro deverá ser submetido a uma nova cirurgia nos próximos dias, conforme laudo médico encaminhado por sua defesa ao Supremo Tribunal Federal. O documento aponta a necessidade de um procedimento no ombro direito após tentativas de tratamento conservador não apresentarem resultados satisfatórios.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão em regime fechado por tentativa de golpe de Estado, mas está em prisão domiciliar por 90 dias, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes em razão de seu estado de saúde. A medida foi concedida após o ex-presidente enfrentar um quadro de broncopneumonia que exigiu internação hospitalar.

Acompanhamento médico e exigências do STF

O laudo enviado na sexta-feira é o primeiro relatório médico apresentado desde o início da prisão domiciliar. A entrega periódica desses documentos é uma das condições impostas por Moraes para a manutenção do benefício.

De acordo com os médicos, Bolsonaro apresenta comprometimento do condicionamento físico geral, o que dificulta a realização de exercícios fisioterapêuticos. A limitação é atribuída ao período de internação recente e às sequelas do quadro respiratório.

Tentativas de tratamento e rotina atual

Antes da indicação cirúrgica, a equipe médica tentou reduzir as dores por meio de fisioterapia, sem sucesso. Atualmente, o ex-presidente mantém uma rotina de recuperação em casa, com caminhadas em esteira e exercícios em bicicleta ergométrica.

Ele conta com o acompanhamento diário da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Na residência também vivem a filha do casal, Laura, e uma enteada do ex-presidente.

Pedido de cuidador e quadro delicado

A defesa solicitou ao STF autorização para que Carlos Eduardo Torres, irmão de criação de Michelle Bolsonaro, possa frequentar livremente a residência para atuar como cuidador nos momentos em que a ex-primeira-dama estiver ausente.

Os médicos classificam o estado de saúde do ex-presidente como delicado, com risco de novas comorbidades e possibilidade de mal súbito, recomendando acompanhamento constante.

Bolsonaro já foi submetido a oito cirurgias desde o atentado a faca sofrido durante a campanha eleitoral de 2018, o que, segundo sua equipe médica, contribui para a complexidade do quadro clínico atual.

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