O presidente Jair Bolsonaro sofreu nesta quinta-feira a sua maior derrota na Câmara desde o início do mandato. Em sessão da comissão especial que trata do voto impresso, o parecer do deputado Filipe Barros (PSL-PR), que previa a implementação do sistema, foi rejeitado por 23 votos a 11. O enfrentamento de Bolsonaro com a Justiça Eleitoral, marcado pelas ameaças à realização das eleições de 2022, virou a principal bandeira do governo. Mesmo assim, partidos de centro, independentes e de oposição se uniram para dar um recado ao Palácio do Planalto. Novo parecer deve ser votado amanhã e o relator será o Júnior Mano (PL-CE).
Com a derrota do texto de Filipe Barros, um novo relator será designado. Ele terá que construir um texto diferente do elaborado pelo deputado do PSL, já que a maioria se posicionou de forma contrária. O novo voto pode ser pelo arquivamento do texto.
Pela manhã desta quinta, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), fez um aceno ao governo ao mencionar a possibilidade de levar o tema ao plenário, mesmo diante de uma derrota. A possibilidade de reviravolta, com vitória de Bolsonaro, porém, é considerada remota pelos parlamentares.






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