A nova vereadora do Rio, Alana Passos (PL), que assumiu nesta terça-feira (16) a cadeira deixada por Carlos Bolsonaro (PL) na Câmara Municipal, promete chegar à Casa representando a família do ex-presidente. Em discurso de posse na última sessão do ano, a parlamentar acenou para o clã Bolsonaro e agradeceu pelo apoio na política.
Após cumprimentar os colegas de parlamento, principalmente da própria sigla, falou sobre os Bolsonaro. “Quero saudar a família Bolsonaro, todos os membros”, disse Alana, que comentou a renúncia de Carlos. “Ele recebeu essa missão do pai dele. E tenho certeza que Jair Bolsonaro dá as maiores e melhores missões aos melhores soldados”.
Em discurso, Alana se descreveu como “mulher, mãe, cristã, paraquedista do Exército Brasileiro, conservadora e, digo com clareza e convicção, sou bolsonarista”.
Alana já sucedeu Flávio na Alerj e agora substitui Carlos
A vereadora também falou sobre a caminhada pública, iniciada em 2018, na ascensão do bolsonarismo. “Naquele ano, Jair Messias Bolsonaro travava uma batalha que não apenas era eleitoral, mas moral, cultural e civilizacional. Foi neste contexto que ele me confiou uma missão de enorme responsabilidade”, relembrou a agora vereadora, escolhida pelo ex-mandatário para assumir sucessão de Flávio Bolsonaro na Alerj.
Ela foi deputada estadual de 2019 a 2023, tendo sido a mulher mais eleita no pleito, com as bênçãos de Jair. Em 2024, também tentou uma vaga no parlamento carioca, mas não conseguiu, ficando como primeira suplente. Por conta do resultado, acabou voltando à ativa agora na cadeira deixada por Carlos.
“Em momentos distintos, fui chamada a suceder Flávio Bolsonaro e agora Carlos Bolsonaro. É um feito inédito. Vou herdar, em momentos distintos, o legado de dois filhos do meu líder Jair Bolsonaro. Isso não é um acaso, vejo as mãos de Deus. Honrarei o legado que recebo, sem abrir mão da minha própria voz”, sublinhou Alana Passos, que se disse “apaixonada pelo bolsonarismo”.
”Defender Bolsonaro hoje é defender o estado de direito, a liberdade política e o direito do povo de escolher seus líderes sem tutela”, declarou.
Jair Bolsonaro está preso desde o fim de novembro, na sede da PF, em Brasília, cumprindo pena após condenação pelo STF. O julgamento aponta que ele liderou uma organização criminosa acusada de tramar uma tentativa de golpe de Estado. Antes disso, ele estava em prisão domiciliar, que foi revogada após descumprimento de medidas cautelares no episódio da tentativa de violação da tornozeleira eletrônica.






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