Primeira suplente na Câmara e na Alerj, Alana Passos volta à militância partidária mas quer ser valorizada pelo PL

Membro feminina do partido de Bolsonaro palestra, hoje, para o grupo político do senador Portinho após descontentamento exposto nas redes

Depois de migrar para o Partido Liberal para voltar a ficar na mesma legenda que a família de Jair Bolsonaro, a ex-deputada estadual e primeira suplente da Câmara do Rio, Alana Passos participa, nesta segunda-feira (5), do lançamento do Instituto Mulheres de Direita, onde palestrará sobre possibilidades femininas na política. A instituição, que pretende juntar a direita feminina, é presidida por Helaide Teixeira, assessora bem-quista do senador Carlos Portinho (PL). Outras ex-candidatas e vereadoras eleitas que foram apadrinhadas pelo senador também farão parte do evento, juntamente com a ex-ministra de Bolsonaro Damares Alves (Rep-DF).

A iniciativa soa em tom de harmonia – Alana tem deixado claro, nas suas redes sociais, que tem gratidão a Portinho – mas a ex-deputada tem insinuado descontentamento com dirigentes do Partido Liberal, com direito à ameaça de mudar de time se não for valorizada.

Em sua fala, inclusive, Alana cita, na oratória carinhosa, o vereador Leniel Borel, do Partido Progressista, que se fundiu ao União Brasil, antiga casa da ex-integrante da Alerj, mesmo sendo um evento temático de lideranças femininas. Também na ocasião, a líder de votos femininos da direita ainda se queixou de se sentir sozinha na política até a efetiva presença de Michelle Bolsonaro se consolidar na política, isso diante até da sua contemporânea senadora Damares, um dos destaques na solenidade.

Um outro Carlos do PL, o filho 02 de Bolsonaro, também foi alvo de solidariedade da ex-parlamentar na postagem em que o vereador lembra a operação da PF em sua residência, da qual prefere evitar lembranças.

Com campanha para lá de enxuta, Alana já foi a mulher mais votada do estado do Rio de Janeiro de 2018, com mais 100 mil votos, quando conquistou a cadeira de deputada na Assembleia Legislativa, perdendo mais da metade dos votos quando tentou reeleição em um partido diferente do seu mentor e ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em 2024, o Partido Liberal a apoiou com cerca de R$ 1 milhão, mas, por poucos votos, a ex-paraquedista do Exército não atingiu o coeficiente mínimo para que o partido fizesse mais uma cadeira no Palácio Pedro Ernesto. Ao todo, foram mais de 10 mil eleitores cariocas que votaram em Alana, que, na verdade, é de Queimados.

A ex-deputada é também primeira suplente na Alerj e assume um dos postos caso o deputado Rodrigo Amorim (União) deixe o mandato, temporariamente ou não, ou qualquer vereador do PL também o faça. A morena de Queimados é a primeira da fila em ambas as Casas.

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