Empresas de tecnologia, como Google, Facebook e TikTok, deputados bolsonaristas e bancadas conservadoras no Congresso apertaram a mobilização contra a votação do Projeto de Lei das Fake News, prevista para hoje na Câmara. O Google colocou em sua página inicial um link para um artigo contra a proposta. A big tech argumenta que o projeto pode aumentar a desinformação no País. Entre os políticos, partidos que votaram pela tramitação da proposta em regime de urgência agora são contra o projeto de lei. Caso do Republicanos, que controla uma bancada de 42 deputados e tem vínculos com a Igreja Universal do Reino de Deus. Nem mesmo as mudanças feitas pelo relator, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), convenceram os descontentes, e o governo admite dificuldades para colocar a votação em andamento.
O presidente do Republicanos, Marcos Pereira, anunciou ontem que a bancada do partido na Câmara votará contra o Projeto de Lei das Fake News. O movimento de Pereira, que é vice-presidente da Casa, ocorre para conter uma crise na legenda – após a maioria da bancada ter votado a favor da tramitação do texto em regime de urgência – e cria dificuldades para o Planalto.
O governo conta com a aprovação do projeto na próxima terça-feira. A proposta estabelece a regulação das plataformas e obrigações aos provedores de redes sociais, mas sofre forte oposição das chamadas big techs, como Google e Tik Tok, e também do segmento evangélico. O Republicanos tem ligações com a Igreja Universal.
A votação do Projeto de Lei das Fake News virou um cabo de guerra entre aliados do governo e oposição. O argumento oficial para que evangélicos sejam contra a proposta é o de que há ali “censura” à liberdade religiosa. Nos últimos dias, o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), relator do projeto, fez várias mudanças no texto. Incluiu, por exemplo, trecho segundo o qual a lei deve observar “o livre exercício da expressão e dos cultos religiosos”.
(Com informações do Estadão)






Uma resposta para “Bolsonaristas e evangéligos aliam-se às big techs para impedir aprovação de PL que combate fake news e violência”