A trajetória de Marcelo Freixo, marcada pelo enfrentamento às milícias e pela defesa da democracia, será um dos temas em destaque da 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). A biografia “Viver é Perigoso – Minha Travessia no Rio” integra a programação oficial do evento e promete atrair o público interessado em política, direitos humanos e os desafios da sociedade brasileira.
O livro será debatido na sexta-feira (24), às 11h30, na Casa Brasil de Histórias. O encontro reunirá Marcelo Freixo, o jornalista Guilherme Amado, o escritor Bruno Paes Manso — coautor da obra — e a jornalista investigativa Cecília Oliveira para discutir os principais temas abordados na publicação.
Lançada neste ano pela Editora Planeta, a biografia revisita a história pessoal e política de Freixo, desde o período em que atuava como professor até sua projeção nacional na luta contra as milícias. A obra também aborda sua atuação em defesa dos direitos humanos, das instituições democráticas e do Estado de Direito.
Durante o debate, os convidados discutirão temas como violência, crime organizado, memória, política e os desafios enfrentados pela democracia brasileira, assuntos que ocupam papel central na narrativa do livro.
Freixo participa de outro debate sobre democracia
Além do lançamento da biografia, Marcelo Freixo também participará da programação da Flip nesta quinta-feira (23). Ao lado do jornalista Jamil Chade, ele estará na mesa “Democracia sob vigília: os livros como saída”, promovida pela Casa PublishNews.
O encontro discutirá o papel da literatura, da produção intelectual e da preservação da memória diante do avanço do autoritarismo, da disseminação da desinformação e dos ataques às instituições democráticas.
Flip reúne grandes nomes da literatura
Reconhecida como o principal festival literário do Brasil e um dos mais importantes do mundo, a Festa Literária Internacional de Paraty reúne anualmente escritores, jornalistas, pesquisadores, artistas, editores e leitores em uma programação dedicada a debates, lançamentos de livros, entrevistas e atividades culturais.
Na edição de 2026, a homenageada é a filósofa e antropóloga Lélia Gonzalez, referência nos estudos sobre democracia, racismo estrutural, direitos humanos e cultura brasileira. Sua obra inspira parte importante dos debates previstos para o festival, que reforça o compromisso com a diversidade de ideias e a valorização da produção intelectual brasileira.






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