O governo dos Estados Unidos não quer que Jair Bolsonaro realize a viagem à Rússia programada para meados de fevereiro.
A visão de Washington foi transmitida por representantes do governo Biden a autoridades brasileiras, avaliando que o momento não é adequado para uma aproximação entre Bolsonaro e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, segundo O Globo.
Em entrevista à Record, ontem (31), Bolsonaro defendeu mais uma vez a visita ao país russo e disse que só tocará no tópico sobre a Ucrânia se o tema vier através do homólogo russo, Vladimir Putin, segundo a revista Veja.
“Os países [Rússia e Ucrânia] tiveram problemas no passado semelhantes a esse. A gente espera que tudo se resolva, com tranquilidade e harmonia, o Brasil é um país pacífico. Agora, obviamente, se esse assunto vier à pauta, será pelo presidente russo, não pela nossa parte. Queremos é cada vez mais integrar com o mundo todo na relação comercial, e poder colaborar, no que for possível, para a paz mundial”, disse Bolsonaro.
A tensão política e militar entre os EUA/Otan e a Rússia se tornou um dos principais pontos da agenda bilateral entre Estados Unidos e Brasil, principalmente depois que o país assumiu, em janeiro, um mandato de dois anos como membro rotativo do Conselho de Segurança da ONU.
A pressão dos EUA sobre o Brasil já foi manifestada em conversas entre integrantes dos governos dos dois países. O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken já pediu uma “resposta forte” do Brasil ao que considera uma ameaça de agressão da Rússia à Ucrânia.
Por sua vez, o encarregado de negócios da embaixada da Ucrânia em Brasília, Anatoliy Tkach, sugeriu que Bolsonaro visite seu país, além de de ir a Moscou. Segundo o diplomata, isso ajudaria a equilibrar a viagem do presidente brasileiro à Rússia.
Por enquanto, a viagem de Bolsonaro à Rússia continua mantida. O Palácio do Planalto informou que as datas não estão fechadas, mas existe a expectativa de Bolsonaro embarcar para Moscou por volta do dia 12.






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