Biblioteca Nacional recebe 70 obras do artista Alex Gama

Doação reúne xilogravuras e gravuras em metal que passam a integrar o acervo da Divisão de Iconografia da Fundação Biblioteca Nacional, no Centro do Rio

A Fundação Biblioteca Nacional (FBN) ganhou um importante reforço para seu acervo. Na última semana, o artista plástico Alex Gama, um dos principais nomes das artes visuais brasileiras, doou cerca de 70 obras à Divisão de Iconografia da instituição, localizada no Centro do Rio.

O conjunto reúne, principalmente, xilogravuras — gravuras produzidas a partir de entalhes em madeira — impressas em papel japonês, além de gravuras em metal realizadas com técnicas como ponta-seca, buril e água-tinta. As obras, que abrangem diferentes fases da premiada trajetória do artista, foram recebidas pela chefe da Divisão de Iconografia, Diana Ramos, e pela coordenadora de Acervos Especiais, Mônica Carneiro.

Alex Gama já havia colaborado com a Biblioteca Nacional na década de 1990 e também realizou outras doações para o acervo da instituição. A entrega mais recente, no entanto, é considerada a mais numerosa e representativa de sua produção.

Natural de Barra Mansa, no interior do estado do Rio de Janeiro, o artista destacou que a doação representa um gesto de confiança na capacidade da instituição de preservar seu trabalho.

“Doar parte de minhas obras para a Biblioteca Nacional é saber que elas serão preservadas da melhor forma possível. A Biblioteca é um órgão muito importante para a memória do Brasil”, afirmou.

O artista também ressaltou a importância de tornar seu trabalho acessível ao público. “É importante disponibilizar essa obra para a sociedade, principalmente porque o ofício de gravador de arte está em baixa, sobretudo no Rio de Janeiro.”

A chefe da Divisão de Iconografia, Diana Ramos, comemorou a doação e destacou a importância da parceria entre artistas e a instituição.

“É sempre muito gratificante ver a generosidade dos artistas ao confiarem suas obras à Biblioteca Nacional e reconhecerem este espaço como um lugar de memória da arte. Em uma instituição pública, seu legado será preservado e, ao mesmo tempo, permanecerá acessível a todos, como parte do patrimônio cultural que pertence à sociedade.”

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