Beija-Flor de Nilópolis é reconhecida como Patrimônio Imaterial do município: ‘Tesouro cultural do nosso país’

Escola também terá símbolo oficial incluído na Lei Orgânica da cidade

A cidade de Nilópolis, na Baixada Fluminense, inscreveu em sua lei maior o nome de uma de suas expressões culturais mais enraizadas. Em sessão solene realizada nesta segunda-feira (7), a Câmara de Vereadores aprovou o tombamento da Beija-Flor como Patrimônio Cultural e Imaterial do município. A medida também prevê a alteração do nome da via onde está situada a quadra da escola, de antiga Rua Pracinha Wallace Paes Leme, para Avenida Beija-Flor de Nilópolis.

A cerimônia, realizada no plenário da Casa, reuniu nomes históricos ligados à trajetória da azul e branco: o casal de mestre-sala e porta-bandeira Claudinho e Selminha Sorriso, os intérpretes Nino do Milênio e Jéssica Martins, as ex-rainhas de bateria Neide Tamborim e Sonia Capeta, além do carnavalesco João Vitor Araújo, entre outros representantes. Durante a sessão, também foi exibido o troféu conquistado pela escola no Carnaval de 2025.

Em entrevista ao Agenda do Poder, o presidente Almir Reis falou sobre o elo entre a cidade e a escola de samba:

“A ligação é tão forte que dá pra dizer que Beija-Flor e Nilópolis são uma coisa só. A escola nasceu e cresceu no coração da cidade, e quem vive aqui se reconhece nela. É o orgulho da comunidade. Isso aparece na bateria, nas fantasias feitas dentro das casas, nos ensaios de rua que juntam famílias inteiras. Mas também no trabalho social, no acolhimento, na porta sempre aberta. E tudo isso só foi possível porque teve gente que acreditou desde o começo: Anísio, Nelson David, dona Marlene”, lembra.

Ainda segundo Almir, o tombamento é resultado de uma Beija-Flor que vai além dos carnavais: “Nos bastidores, o que a gente vê é formação, é cuidado com as pessoas, é transformação de verdade. A escola é palco, é casa, é escola de vida. Esse reconhecimento oficializa algo que o povo já sabe há muito tempo: a Beija-Flor é um tesouro cultural do nosso país”, diz.

Há ainda o Instituto Beija-Flor, um projeto que oferece ações educativas, culturais e de qualificação profissional para jovens e adultos da cidade.

A Beija-Flor, fundada em 1948, tem sua história entrelaçada à de Nilópolis. Da quadra no bairro Cabuís, partem ensaios, oficinas e desfiles que atravessaram décadas e ultrapassaram os limites da Marquês de Sapucaí.

Em publicação nas redes sociais, a agremiação registrou o momento:

*Estagiária sob supervisão de Thiago Antunes

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